A atenção com a segurança é redobrada durante a época das férias. Isso porque muitas pessoas aproveitam os dias quentes para se refrescar, seja nas praias, piscinas ou rios. Por isso, o Corpo de Bombeiros sempre faz alertas dos cuidados necessários nesses ambientes, principalmente sobre os afogamentos. De acordo com o comandante do 4° Batalhão dos Bombeiros Militar de Criciúma (4ºBBM), tenente-coronel Henrique Piovezam da Silveira, foram registrados mais de 400 mil prevenções em todo o estado desde o início da temporada, há algumas semanas.

O comandante alerta que a maioria dos afogamentos acontecem em áreas não guarnecidas por salva-vidas, seja na praia, em locais longe dos postos, ou em outros ambientes de água doce. Na praia, a recomendação é entrar no mar em locais próximos aos salva-vidas. Já na água doce, como em rios e lagoas, se a pessoa não conhece o local, o ideal é não entrar na água. Um importante alerta é evitar beber álcool antes de entrar na água, já que a bebida altera os sentidos da pessoa. “A gente sempre orienta estar em dois, pelo menos, até mesmo porque se acontecer alguma coisa, tem alguém, se for habilitado para ajudar no salvamento, ou então para chamar ajuda, ligar para o socorro”, salienta.

No geral, os afogamentos acontecem normalmente com os homens, entre 19 e 40 anos, em um domingo à tarde, conforme dados do tenente-coronel. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista no programa Comando Marconi. Ouça:

 

Seja na água salgada ou doce, no caso de presenciar um afogamento, se a pessoa não é habilitada, a principal dica é não ir tentar salvar a vítima. “Normalmente, ao invés de um afogamento, a gente vai ter dois afogamentos, porque aquela pessoa que está se afogando vai segurar essa pessoa que vai tentar salvar e aí sim ao invés de um vão ter dois”, explica o comandante. Se a pessoa for habilitada, a primeira recomendação é manter a calma. “A pessoa que vai tentar salvar, alcançar algum objeto que consiga puxar, um pedaço de um galho de árvore que consiga alcançar ou então até mesmo uma garrafa pet fechada, se a gente conseguir entregar para essa pessoa que está se afogando, ela funciona como uma espécie de boia e consegue manter ela sobre superfície da água e evitar o afogamento”, acrescenta.

Cuidado com as águas-vivas

Ao visualizar uma água-viva no mar, o banhista deve evitar o contato ao máximo. Caso aconteça algum contato com a água-viva na pele, o comandante orienta o banhista a procurar um posto do guarda-vidas. “Jamais colocar uma água doce naquele local se já houve a queimadura”, alerta. Isso porque a água doce pode aumentar a área de extensão da queimadura. A recomendação é lavar a pele com a própria água do mar e evitar passar a mão na queimadura. “Pode ficar um pouco, entre aspas, os tentáculos dessa água-viva na sua mão e às vezes você vai coçar a barriga, o rosto e tudo aumenta a área de exposição de queimadura”, explica.

Se a pessoa estiver em um local distante do posto de guarda-vidas, a dica é lavar a região da queimadura com a água do mar e passar vinagre no local. “Se é um quadro de uma queimadura maior, se está em um local mais ermo, se tem alguma reação alérgica a qualquer medicamento ou qualquer substância, deve-se procurar imediatamente uma unidade de saúde para ser avaliado por um profissional da saúde”, reforça o comandante.