A saúde bucal pode influenciar em outras questões da saúde geral. De acordo com a doutora Fabíola Zanin, o assunto muitas vezes passa despercebido, já que há pessoas que acreditam que a saúde bucal envolve somente o cuidado e a estética com os dentes. “A saúde começa pela boca, então a gente precisa cuidar dos dentes para que não tenha inflamação na gengiva, para que não tenha cárie, que não tenha aquele dente com pus na boca. Isso tudo vai influenciar várias coisas na saúde geral do paciente”, alertou. Conforme a especialista, a boca é a porta de entrada para muitas bactérias, além das que naturalmente já vivem na própria boca. No caso de uma inflamação na gengiva, por exemplo, a bactéria pode atingir o osso, podendo chegar até na corrente sanguínea. “O sangue que passa pela boca, passa por todo o teu corpo. Então uma bactéria que cai na corrente sanguínea, ela vai ser levada para o coração, vai ser levada para o cérebro. A gente pode ter desenvolvimento de Alzheimer, já tem vários estudos que mostram a relação de pacientes com Alzheimer e problema periodontal crônico”, comentou.

Mais detalhes do assunto foram destaque com a doutora Fabíola no programa Comando Marconi. Ouça mais:

 

O cuidado com a saúde bucal também deve ser lembrado durante uma gravidez. Conforme a doutora, esse acompanhamento deve ser realizado, principalmente, no segundo trimestre da gestação, entre três e seis meses. “O bebê já está todo formadinho e ali ela ainda não está com a barriga tão grande que fique desconfortável para ficar na cadeira”, disse. Fabíola ainda esclareceu que, durante a gravidez, a gengiva da mulher fica mais sensível. “Imagina que os hormônios vão produzir várias substâncias para que o útero fique bem fofinho para receber o bebê e a gengiva também vai ficar sensível a esses hormônios”, contou. “Aí ela vai ter gengivite, qual o problema da grávida que está com gengivite? Gengiva inflamada? O problema é que essas bactérias podem liberar ocitocina e a ocitocina é um hormônio que faz ter parto prematuro. Então grávidas que têm mais gene, problema periodontal, problema de gengiva, correm mais risco de terem partos prematuros”, acrescentou.

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