A safra 2024/2025 do maracujá foi boa comparada à safra de 2023/2024. De acordo com o engenheiro agrônomo da Epagri em Cocal do Sul, Diego Adílio da Silva, a produtividade dos pomares deste ano tinha potencial de chegar a 35 toneladas por hectare, mas a média ficou em 28,4 no estado de Santa Catarina. Porém, o resultado já é considerado melhor do que a safra anterior, que foi de 22,5 toneladas por hectare. Segundo o especialista, o clima teve influência na safra. “Não que o La Ninã seja melhor do que o El Ninõ, mas ele é ‘menos pior’, é menos danoso à cultura do maracujá do que o El Ninõ. A gente passou por fortes chuvas, como todos se lembram o que aconteceu no Rio Grande do Sul, em algumas regiões aqui do nosso estado, de excesso de chuvas. Então em climas de El Ninõ, a probabilidade de a gente ter perdas significativas na cultura do maracujá é muito maior do que quando a gente está sob influência do fenômeno climático La Ninã”, explicou.

Segundo Diego, ainda é preciso aguardar para saber se o preço do maracujá ficará mais barato nas prateleiras para os consumidores. Isso porque ainda é necessário analisar como os pomares da fruta irão se comportar até a colheita, que ocorre, em sua maioria, entre janeiro e março. “Apesar desses frios tardios que a gente está tendo agora no mês de setembro, e vamos adentrar em outubro agora, as plantas vem se comportamento muito bem. Então a gente vai precisar ver quais os efeitos que o clima vai proporcionar a ele e, a partir daí, a gente vai saber qual vai ser o volume produzido”, comentou. Conforme o engenheiro, os pomares foram plantados há aproximadamente 50 dias. É esperado que, a partir de outubro e novembro, as primeiras flores apareçam.

O engenheiro Diego participou de entrevista no programa Ponto de Encontro e falou mais sobra o cultivo do maracujá. Ouça na íntegra e entenda:

 

O especialista também frisou que Santa Catarina é o terceiro maior produtor de maracujá, apesar de representar 1,1% do território nacional. Além disso, o Sul catarinense é responsável por 90% da produção estadual, tendo a maior área plantada nos municípios de Sombrio e São João do Sul. Diego reforçou que, para produzir o maracujá, é necessário ter um amplo preparo. “O maracujá não gosta de excesso de água, então tem que ver se não vai precisar de uma drenagem, a composição de quebra ventos, a questão da correção do solo. Tudo isso tem que ver antes de colocar a estrutura”, disse.