Uma das principais vozes femininas da Rádio Marconi, Rosa Miotello completou 50 anos de apresentação do programa Andorinha Mensageira. Indo ao ar das 7h às 8h, o programa dominical é o mais antigo do rádio em Santa Catarina. Rosa iniciou a apresentação do programa em abril de 1975, auxiliando o Monsenhor Agenor Neves Marques. Na época, o programa era apresentado direto da sacristia da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Urussanga. “Ele celebrava a missa, depois tinha outros compromissos, batizados, mas fazia o programa Andorinha Mensageira. Eu comecei lendo publicidades, algumas cartinhas e fui continuando com ele para dar tempo para ele também atender as pessoas, porque senão, às vezes, ele deixava com muita música”, relembra Rosa.
Nessa época, a sede da Rádio Marconi ficava no Edifício Kennedy. Segundo Rosa, por ser no quinto andar, o padre Monsenhor preferia apresentar o programa na sacristia da igreja. Depois da inauguração da nova sede da emissora, na rua da Criança, o programa passou a ser gravado. A apresentação era gravada nas tardes de sábado por Luiz Marques, que editava e deixava o programa pronto para ir ao ar no domingo pela manhã. “Isso aconteceu até 2006, quando foi o falecimento do padre Agenor. No dia 31 de agosto de 2006, ele faleceu. A partir dali, eu continuei a fazer novamente aqui na Rádio Marconi o programa Andorinha Mensageira sozinha. Então, agora esse ano, dia 31 de agosto, vai fazer 19 anos que eu realizo o programa sozinha e há 50 anos no programa”, conta.
Sobre o nervosismo para apresentar o programa, Rosa afirma que ficava, mas ao mesmo tempo não ficava. “Não tinha plateia, não tinha nada, ninguém que filmasse, ninguém que olhasse”, diz. Porém, ao mesmo tempo, havia a responsabilidade de informar para milhares de pessoas. “Mas que da um friozinho, dá. Às vezes, hoje também, quando a gente prepara, mas acontece algum imprevisto, mesmo 50 anos depois, a gente fica meio estremecido com algumas coisas”. Para relembrar esses anos, Rosa participou de uma entrevista especial no programa Ponto de Encontro. Ouça e saiba mais:
Anos atrás, os ouvintes participavam do programa enviando cartas. Essas cartas continham pedidos de oração, recados para o padre Monsenhor e avisos paroquiais. Hoje, com a tecnologia, essas participações são realizadas via aplicativo de mensagens. “É um programa que foi criado exatamente para atingir o coração das pessoas. Graças a Deus que a gente continua com o programa”, reforça. Perguntada sobre a continuidade do programa quando deixar de ser a apresentadora, Rosa destaca que deve continuar com a paróquia. “Sempre esteve na mão da paróquia, na pessoa do padre Agenor, ele foi o criador do programa, ficou no programa durante mais de 50 anos, ficou comigo porque eu vinha com ele há bastante tempo, mas, eu, pessoalmente, penso que é um programa que tem que continuar na mão da igreja, da paróquia, do padre”, salienta.



































