Uma reunião com os moradores que residem às margens do Rio Caeté, que corta o bairro Da Estação, será realizada nesta quinta-feira, dia 28, em Urussanga. O encontro acontece no Salão de Atos da prefeitura a partir das 19 horas e todas as pessoas que devem comparecer foram comunicadas. A reunião irá tratar sobre a regularização do esgoto das casas ao redor do rio. Dentre os assuntos que serão apresentados está a necessidade da instalação de um sistema de filtragem para cada residência, que não está com o esgoto regularizado, dentro de um prazo de 30 dias a partir de hoje, sob pena de multa para o município.
A chefe de gabinete, Andresa Baldessar, explicou que existe uma Ação Pública, de 2015, na qual o Ministério Público ingressou obrigando aos moradores que possuíam esgoto que desembocava direto no rio a fazer uma ligação ao sistema público de esgoto ou um sistema individual. Na época, a ação determinava que fosse realizado o lacre desses esgotos que desembocavam no rio. A prefeitura havia feito a notificação individual para cada morador sobre a solicitação para que fosse regularizado, no entanto, devido a algumas dificuldades, o prazo foi prorrogado para 120 dias. Porém, não houve continuação do assunto. Sendo assim, na última terça-feira (19), o Ministério Público notificou novamente a prefeitura para que fosse realizada a reunião com os moradores e que o esgoto das casas fossem regularizados dentro de 30 dias a partir do encontro.
Caso não seja cumprido o prazo, a multa será direcionada ao município e não ao morador. São cerca de 20 residências que estão as margens do Rio Caeté, no bairro Da Estação. No entanto, algumas casas podem ter realizado o sistema individual, porém não notificaram a prefeitura, por isso o pedido é para que os moradores procurem a administração para que seja regularizado diretamente com o setor público.
A engenheira ambiental da Fundação Ambiental Municipal de Urussanga (Famu), Francine Gastaldon, explicou que o sistema de tratamento de esgoto individual é composto por uma caixa de gordura, que recebe o esgoto da cozinha; seguido por uma caixa de inspeção que serve caso haja vazamento ou entupimento; o tanque séptico, que faz o processo biológico de sedimentação; filtro anaeróbico, que serve para a formação do “lodo”; e o sumidouro, que faz o esgoto sumir devido as bactérias e levar a água ao solo. Este é o sistema que deve conter nas casas ao redor do rio que ainda não estão regularizadas, no bairro Da Estação. Caso os moradores tenham dúvidas, é necessário buscar orientação da administração municipal.
Confira a entrevista completa com Andresa, Francine e com a diretora de planejamento de Urussanga, Mariela Fabris Moraes, para o programa Comando Marconi:
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