A Unesc teve mais um projeto aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), desta vez por meio do Programa Catarinense de Inovação Social – Inspire. A proposta da Universidade tem a finalidade de desenvolver atividades de inovação social, por meio da extensão universitária, ou seja, participação ativa junto às comunidades. Os bairros de Criciúma que receberão as atividades, conforme a assessora da Diretoria de Extensão, Sheila Martignago Saleh, serão Cidade Mineira Velha, Vila Manaus, Tereza Cristina e Monte Castelo. “Entre os aspectos a serem trabalhados previstos no projeto estão ações na saúde, educação, trabalho e meio ambiente”, fala.

As atividades, de acordo com Sheila, devem estar conectadas a diversos aspectos do Desenvolvimento Regional, com ações que contribuam para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030, fomentando o empreendedorismo social em áreas de vulnerabilidade social e ambiental. O assunto foi abordado em entrevista no Comando Marconi. Ouça aqui:

 

A intenção é atingir o maior número de pessoas de cada bairro onde serão desenvolvidas as ações comunitárias. “Por esta razão, será necessária uma mobilização, buscando-se auxílio junto às lideranças comunitárias e assistentes sociais dos Centro de Referência em Assistência Social (Cras). Pretendemos contribuir com a melhoria da qualidade de vida e saúde dos participantes destas comunidades, auxiliar na conscientização sobre a importância do cuidado com o meio ambiente, incentivar a melhoria da renda e o trabalho decente, além da economia criativa, despertar em crianças o interesse pela leitura, proporcionar distração para os idosos, assim como o hábito de exercitar a memória, e contribuir para a alimentação sustentável das famílias, com redução de desperdício de alimento, tudo em conexão com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030”, cita.

A escolha dos bairros foi feita conforme a realidade de cada um. “São locais de grande vulnerabilidade. Em maio de 2022, o Cras de Criciúma, tinha cadastradas 10.807 famílias. Destas, 4.595 encontravam-se em situação de extrema pobreza. Muitas pessoas, inclusive, vieram para o Sul catarinense à procura de emprego e melhores condições de vida e vivem em zonas marginalizadas, geralmente nas beiras dos rios em áreas de moradia irregulares, como o Monte Castelo, ou às margens da ferrovia, como é o caso do bairro Tereza Cristina”, conta Sheila.

Ações

Na saúde e no bem-estar, por exemplo, estão previstas oficinas sobre higiene e saúde bucal para crianças, com a distribuição de kits com escovas de dente, creme e fio dental; oficinas de Práticas Integrativas e Complementares (PICs) em saúde pela prática de Auriculoterapia; ramo da Acupuntura, oficializada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como terapia de microssitema empregada no tratamento de diversas enfermidades; oficina de jogos cognitivos para idosos, entre outros.

Com relação ao meio ambiente, a Universidade irá promover oficina de educação ambiental com distribuição de mudas de plantas para propiciar o desenvolvimento de atitudes, habilidades e valores para a construção de um ambiente com qualidade de vida.

No que diz respeito ao “trabalho decente e crescimento econômico”, será realizada, entre outras coisas, oficina de estamparia artesanal, por meio da utilização de carimbos e stencil, com distribuição de kits. No “consumo e produção responsáveis”, a Instituição levará oficina educativa de aproveitamento integral dos alimentos, que tem por objetivo práticas sustentáveis visando a redução do desperdício, por meio da utilização de talos, cascas, folhas e sementes de alguns alimentos.

Colaboração: Marciano Bortolin / Agecom Unesc