O programa “Rádio Marconi Pela Vida Contra as Drogas” completou 10 anos de existência na última quarta-feira, dia 11. Apresentado por Ivan Vieira, o programa aborda questões relacionadas ao uso de drogas e ao alcoolismo. Todos os sábados, a partir das 8 horas, Vieira entrevista algum convidado que conta a sua história de superação de vida. Em uma década, várias pessoas se sentiram tocadas pelas mensagens dadas durante o programa, e buscaram ajuda para vencer o vício do abuso das substâncias. O programa Ponto de Encontro enalteceu a importância do tema ser abordado no rádio em entrevista com o apresentador Ivan. Ouça na íntegra:
Ivan contou que houve muita dificuldade e insegurança quando pensou em iniciar o programa. Dúvidas, medo e receio por parte de outras pessoas eram observados. O comunicador comentou que muitos conhecidos desconfiavam dos motivos que fizeram ele começar com o programa. Porém, esse sentimento foi passando conforme as pessoas começaram a perceber a real importância do assunto que estava sendo abordado durante a programação da rádio aos sábados.
Assim como os convidados do programa, Ivan também possui uma história de superação e recuperação do vício de drogas e bebidas. Em 2007, Ivan iniciou o processo dentro da clínica. Entre recaídas, Ivan está completamente limpo desde dezembro de 2010, e hoje relata o seu testemunho. “A maior dificuldade é a aceitação. Aceitação dos teus defeitos, tanto de caráter. Porque a dependência química, o alcoolismo, vai trazendo esses defeitos de caráter. Vão aparecendo e vão ali se estacionando com uma pessoa, então para ter essa aceitação, que é o primeiro passo tanto dos alcoólicos anônimos como de narcóticos anônimo, é aceitar que tem um problema”, comentou.
O apresentador relatou que para muitas comunidades de apoio o vício em drogas, como o crack, parece ser mais fácil de tratar do que o alcoolismo. Ivan explicou que o vício em drogas é muito voraz, a pessoa viciada apresenta sinais muito rápido e a família já percebe, procurando buscar ajuda. Só que o dependente em álcool é diferente. O alcoólatra apresenta um vício mais lento, mas crescente. “A própria família, as pessoas que vivem em volta do dependente, é tão lento que eles não percebem o buraco que a pessoa está se enfiando”, disse. Ivan completou que a família acaba tendo o pensamento de que a pessoa se embriagar é algo comum, é algo habitual da pessoa, que ela sempre fica dessa forma quando bebe, quando na verdade não é.
Ivan relatou que durante 10 anos muitas pessoas procuraram ajuda, seja dele, da família ou em grupos de apoio, por conta do programa. “Eu agradeço todos aqueles que por aqui passaram pelos microfones. Porque não é só eu, tem todo um pessoal que participa do programa e quer também estar contribuindo. Então o programa não é meu, o programa é de todo esse pessoal que vem participando, simplesmente o narcóticos anônimos, alcoólicos anônimos, toda essa galera que participa”, frisou.
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