A chegada de dias mais frios fazem muitas pessoas ficarem em alerta para possíveis problemas respiratórios. O médico pneumologista, doutor Fábio José Fabrício de Barros Souza, explica que a oscilação de temperatura, do calor para o frio, acaba gerando um fechamento dos brônquios de forma mais frequente. Consequentemente, esse fechamento acaba tendo um maior acúmulo de secreção. “Além do broncoespasmo desse fechamento, a pessoa sofre com mais tosse, mais falta de ar, mais crises de rinite, mais chances de infecções virais, porque ela pode ficar em ambientes mais confinados, sem estar muito arejado”, esclarece Souza.

A rinite é um dos problemas mais comuns e frequentes nesta época do ano. A rinite causa alteração nas vias aéreas superiores, onde a pessoa começa a sentir muita coceira no nariz, além de apresentar coriza ou gotejamento pós-nasal, que é a secreção que cai na garganta. O especialista também comenta sobre os vírus e resfriados, que são muito confundidos, mas não são a mesma coisa. Fábio explica que o resfriado é causado por vírus mais brandos, onde a pessoa tem tosse mais seca, com sintomas parecidos com o de uma rinite. Já a gripe é causada por vírus Influenza, onde a pessoa apresenta tosse seca, febre, fadiga, dor muscular e muitas vezes até falta de ar.

Há também as infecções respiratórias por bactérias ou pneumonias bacterianas, que são motivos para internações. Fábio explica que o problema atinge os extremos, como idosos e crianças mais novas. Além disso, as pessoas com comorbidades também podem ser atingidas, além de pessoas fumantes. O médico infectologista participou do programa Ponto de Encontro e explicou mais sobre o assunto. Confira:

 

As crianças acabam sendo mais atingidas por essas doenças respiratórias porque elas ainda estão com o corpo em formação e crescimento. “A gente tem uma divisão dos brônquios até quase os sete anos de idade. Então a nossa autonomia, o nosso pulmão, ainda está em formação em grande parte, então se começa a ter infecções na infância”, explica o especialista. Fábio ainda comenta que essa fase é importante, já que os problemas respiratórias da infância podem refletir também na vida adulta. O doutor ressalta que o tripé do sistema imune é a atividade física, boa hidratação e uma boa noite de sono.

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