Ainda seguem as repercussões de uma pretensão de alguns vereadores de Urussanga em flexibilizar a Lei da Ficha Limpa. O vereador Fabiano De Bona (PL), que havia assinado o projeto, mas que retirou o seu nome após conversas com o partido, disse que uma reunião foi realizada na segunda-feira, dia 9, com a presença de algumas pessoas ligadas ao MDB, que articularam o encontro. Segundo Fabiano, o presidente emedebista, Vânio Comin, estava no encontro, que teve o objetivo de falar sobre esse projeto da Lei de Ficha Limpa. No entanto, em entrevista, Vânio alegou que foi convidado para participar da reunião na intenção de falar sobre a presidência da Câmara, já que existe um acordo entre MDB e PP para a composição da Mesa Diretora. Porém, é de se observar que o acordo é entre esses dois partidos, não havendo um motivo para o vereador do PL estar presente, já que a sigla não está envolvida nessa composição.
Vânio afirmou que a bancada do partido o chamou para tratar sobre esse assunto. “O primeiro ano, o MDB, segundo e terceiro, o PP, e o quarto ano, o MDB”, disse o presidente do partido sobre como será a organização da presidência do Legislativo no próximo mandato. “O MDB tem que buscar sustentação. O PP tem dois vereadores, se for acordar com outros partidos, tu tem que negociar com dois ou três partidos. Então, ficaria uma coisa mais ampla ainda, então, melhor caminho que se achou foi esse”, acrescentou Comin sobre a composição entre os dois partidos, tradicionalmente opositores em Urussanga. O assunto foi abordado em entrevista, ouça e saiba mais:
Segundo o presidente do MDB, o projeto em questão sobre as alterações na Lei de Ficha Limpa está tramitando nas comissões. Conforme já abordado pela Rádio Marconi, atualmente a lei prevê que pessoas condenadas em segunda instância, ou seja, pelos desembargadores em Florianópolis, não podem assumir cargos públicos em Urussanga, mesmo que haja recurso na terceira instância, que é em Brasília. A iniciativa proposta por alguns vereadores pretende rever essa questão, permitindo que condenados em segunda instância possam assumir esses cargos. “Eu acho que tu tem que dar, primeiramente, tem que dar todas, depende do caso, tu tem que dar toda a liberdade para que ele tenha defesa. Eu não entendo da questão jurídica, é claro, eu não sou advogado, mas tu tem que deixar o cara provar até a última instância. Digamos que lá na frente ele não foi condenado, ok? Quem é que paga o prejuízo e o ônus lá atrás? Quer dizer que tem as controvérsias também”, comentou Comin sobre sua opinião em relação ao projeto.
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