Alguns bairros de Urussanga estão passando por problemas devido ao borrachudo, principalmente nas comunidades do interior. De acordo com o vice-prefeito do município, Renato Bez Fontana, a Secretaria de Agricultura junto com o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), do qual é diretor, realizará um trabalho em conjunto de combate ao borrachudo. Em entrevista, Renato contou que a administração adquiriu 30 galões de 10 litros do Bacillus, uma substância que não é veneno e nem é tóxica, porém que é inimiga natural do borrachudo. Conforme o vice-prefeito e diretor do Samae, a principal forma de combater o mosquito seria através de peixes de correntezas, como o lambari e piava, porém, eles não são mais vistos na região. “É bom que se diga também que o borrachudo, ao contrário do pernilongo, só se reproduz em água corrente, em correntezas, em margem de rios, então é diferente”, explicou.
Renato esclareceu que, com o Bacillus, a prefeitura irá realizar aplicações programadas em locais onde há maior concentração do borrachudo. A primeira aplicação deverá ocorrer nesta quinta-feira, dia 5, e as próximas dentro de um planejamento médio de 15 a 30 dias, conforme o ciclo de vida do borrachudo. “A gente sabe também que não pode botar esse produto no momento de muita chuva, muita água no rio, então tem que ter um ambiente bom para que faça um bom efeito. É um produto caro, a gente sabe que precisa ser bem aplicado”, afirmou. Segundo Renato, a intenção é, futuramente, colocar peixes lambari nos rios da cidade para combater o borrachudo. “A comunidade tem que nos ajudar nesse processo porque aí eu sei que nós vamos ter um serviço, um resultado mais sustentável. Nós queremos repovoar esses rios, onde possível, com o lambari”, reforçou. O assunto foi abordado em entrevista no Comando Marconi com Renato e com o secretário de Agricultura, Genevaldo Cardoso, o Vardinho. Ouça mais:
Conforme o secretário Vardinho, o objetivo da administração é capacitar os moradores do interior junto com a equipe da Epagri do município. “Eles vão nos ajudar nesse sentido, vão dar essa capacitação. Nós vamos fazer a primeira lá no Armazém e por ali nós vamos começar a descentralizar para chegar um momento que a própria comunidade aplica”, contou. Segundo Vardinho, a comunidade que mais tem registrado problemas devido ao borrachudo é a do Rio Maior. O secretário ainda pontuou que as equipes envolvidas estarão observando a quantidade de produto que cada proprietário receberá para aplicação em seu terreno. “Daqui a pouco aqui tem uma nascente de porte maior, então vai um pouco mais de medicamento, de porte menor vai um pouco menos, mas tem que ter um trabalho em conjunto”, destacou.



































