Em outros países, o Santo Antônio é conhecido como o santo das coisas perdidas, assim como São Longuinho, no Brasil. Porém, em terras brasileiras, o santo é conhecido por ser o casamenteiro. O padre Alex Nogueira explica que essa tradição tem origens portuguesas e em alguns fatos históricos. A principal delas envolve pessoas que intercederam para o santo para conseguirem um casamento. O Dia de Santo Antônio é celebrado nesta quinta-feira, dia 13, após o Dia dos Namorados, época em que, popularmente, muitas pessoas costumam interceder ao santo. O assunto foi destaque em entrevista no programa Ponto de Encontro. Entenda mais:

 

O padre Alex conta de uma história muito famosa sobre o santo. “É de que teríamos uma moça que precisava se casar. Naquele tempo, era necessário o chamado dote, ou seja, tivesse uma quantidade de bens materiais, de dinheiro, para poder se casar. Visto que ela não tinha, pediu as orações de Santo Antônio e, milagrosamente, ela havia conseguido o dinheiro necessário e se casou”, afirma. “É claro que, às vezes, até na forma popular das coisas, algumas pessoas pegam a imagem de Santo Antônio, deixam de cabeça para baixo, são realidades aí de uma questão mais popular que diretamente não faz parte da fé, vamos assim dizer, é mais algo popular. Mas seja como for, Santo Antônio então passou a ser conhecido como santo casamenteiro aqui no Brasil por conta de alguns fatos relacionados a pessoas que precisavam se casar. E, por último, também dizem ser ele um dos santos que, quando vivo, ajudou muitas pessoas a se casarem, a se encontrarem e se casarem, e aí passou a ser chamado o santo casamenteiro”, acrescentou.