A Polícia Civil de Urussanga indiciou cinco pessoas por lavagem de dinheiro e quatro por organização criminosa. Os indiciamentos são decorrentes da Operação Sentinela, que tinha o objetivo de apurar crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico por parte de três indivíduos. Durante as investigações, a Polícia Civil instaurou um outro inquérito para apurar a lavagem de dinheiro por parte de três líderes da organização investigada.
Foi constatado que pelo menos cinco pessoas participavam do crime. De acordo com os delegados Ulisses Gabriel e Márcio Campos Neves, dois dos traficantes, pai e filho, sem qualquer atividade lícita comprovada, vivam de dinheiro ilícito, onde todos se beneficiavam, inclusive as esposas. Isso através de movimentações financeiras, sendo que os quatro atuavam na lavagem de dinheiro sujo, especificamente em sucessivas movimentações bancárias e compra de bens. Além disso, ocorreu a prática de depósitos sucessivos de valores pequenos, chamado de “smurfing”, em Ponta Porã, em Minas Gerais.
Os outros três investigados nunca declararam à Receita Federal qualquer valor ou bem, ocultando todos os valores provenientes ilicitamente. Conforme a Polícia Civil, existiam 14 contas bancárias relacionadas aos investigados, onde foram movimentados, desde 2019, mais de R$ 403 mil.
Operação Sentinela
O inquérito para apurar crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico por parte de três pessoas foi instaurado pela Polícia Civil em 20 de maio de 2021. Durante as investigações, foram identificados outros cinco integrantes que atuavam de forma interestadual. No ano passado, três prisões em flagrante foram realizadas pela Polícia Civil em Urussanga, Cocal do Sul e em Realeza, no Paraná. Ao final da operação, foram indiciadas sete pessoas pela prática de crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. De acordo com a Polícia Civil, uma das pessoas indiciadas cometeu suicídio na cadeia onde estava preso, no Paraná.




































