O Dia do Aviador é lembrado, todos os anos, em 23 de outubro. Essa data foi escolhida por conta do primeiro voo do 14-Bis, realizado por Alberto Santos Dumont no ano de 1906. De acordo com Luiz Antônio Brenner Pacheco, piloto aposentado, há quase 120 anos, Dumont estava decolando o 14-Bis no Campo de Bagatelle, em Paris. Para destacar a importância do Dia do Aviador, o programa Ponto de Encontro realizou uma entrevista especial com o piloto Luiz Antônio. Ouça na íntegra e conheça mais:

 

Luiz contou que seu interesse pela aviação surgiu por conta da família. Isso porque seu pai havia atuado na aeronáutica ainda na juventude, se alistando cedo para atuar na Segunda Guerra Mundial, em 1945. Porém, prestes a embarcar, a guerra foi encerrada, mas, o pai de Luiz Antônio continuou na aeronáutica. “O meu maior prazer quando criança era ir para a base aérea com o meu pai. Enquanto ele trabalhava, eu brincava dentro dos aviões. Então isso aí sempre foi o meu norte, sempre foi a minha referência”, disse.

Ainda na juventude, Luiz se formou em uma escola técnica de química, contra sua vontade. Porém, foi o curso profissionalizante que o ajudou a iniciar os estudos como piloto. “Já em 1974, no último ano do segundo grau, eu me matriculei na turma 69 do Aero Clube de São Leopoldo, que ficava ali na Scharlau, hoje está lá em Eldorado, em Porto Alegre”, relembrou. “Tivemos crise do petróleo, a aviação comercial brasileira estagnou e eu fui trabalhando em outros setores e, com o dinheiro, eu transformava isso aí em horas de voo e fui fazendo o curso de piloto comercial”, acrescentou.

Luiz Antônio se aposentou há cinco anos da aviação. “Depois de formado piloto comercial, fiz o curso de instrutor também no Aero Clube de São Leopoldo e, depois, ministrei instrução lá no Aero Clube de Passo Fundo. E lá, não só instrução, nós fazíamos também voos panorâmicos, nós fazíamos algum deslocamento especial”, comentou. Na profissão, Luiz teve o privilégio de viajar por todo o Brasil e diversos países. “Eu voei Boeing a vida toda, nesses meus 35 anos de carreira”, destacou. “Nós, pilotos, todos os pilotos, somos privilegiados porque ali do cockpit, a cabine de comando ali na frente, sempre nós temos a oportunidade de visualizar e deslumbrar belos nasceres do sol e pôr do sol”, disse ainda.