Estar nas alturas e conhecer novos lugares é uma das principais paixões da vida de Kauany Zuchinalli Sorato. Aos 18 anos, a urussanguense já estava decidida sobre o que queria para o seu futuro. Após concluir o ensino médio, Kauany se mudou para Florianópolis para realizar um curso de comissária. “Eu segui esse sonho”, destaca. “Fiz o curso durante seis meses e assim foi ocorrendo tudo muito rápido na minha vida. Com 18 anos, eu já entrei na linha aérea e já estou há quatro anos”, conta Kauany, que realiza seu trabalho prezando pela segurança de todos a bordo de um avião.

Sobre a profissão, Kauany explica que tudo começa com o curso de comissária. “Lá se aprende sobre primeiros socorros, emergência a bordo, conhecimentos básicos de aeronave, a regulamentação da profissão também, que é bem diferente da regulamentação de outras profissões. Além de uma experiência básica de sobrevivência na selva, onde a gente ficava 24 horas na base aérea de Floripa fazendo simulações de salvamento, porque é bem importante a gente estar lá pela segurança”, relata.

A profissional ainda comenta que esse desejo de ingressar na área sempre foi incentivado pelo seu pai. “Ainda no ensino médio, eu estava fazendo um trabalho, e aí eu me aprofundei um pouco mais na área, no curso, de como era”, relembra. O programa Ponto de Encontro abordou mais sobre a área de comissária de voo, os desafios e a história de Kauany na profissão em entrevista. Ouça e conheça mais na íntegra:

 

Kauany ainda explica que existe uma construção de carreira dentro da área da viação. “De comissária de voo, a gente pode virar líder de voo também, instrutor, e assim vai indo”, comenta. E é esse um dos objetivos de Kauany, que já almeja outros desafios nas alturas. “Depois de dois anos na empresa, eu fui descobrir que eu gostava de pilotar avião”, frisa. A urussanguense já realizou cursos teóricos e agora está estudando para pilotar ainda mais. Isso porque Kauany já pode pilotar aeronaves de pequeno porte, como monomotores. “Atualmente, eu estou fazendo curso de piloto comercial para também pilotar as aeronaves comerciais”, destaca.

Sobre a rotina, Kauany conta que é muito diferente comparada a outras profissões. “Tem dia que a gente acorda às 3 horas da manhã, tem dia que a gente começa a trabalhar às 10 horas da noite. Então não tem muita regra disso, é trabalho por escala mesmo”, pontua. Além disso, os profissionais da área também auxiliam as pessoas a bordo, principalmente quando elas têm medo de voar. “A gente tem que tranquilizar o pessoal o máximo, a gente tira a pessoa daquela situação, de ansiedade, de medo. Hoje em dia tem muito recurso dentro do avião que distrai a pessoa, ela nem lembra que está ali”, comenta.