Depois de 23 anos, a cidade de Urussanga se prepara para a ordenação de mais um padre. O diácono Guilherme Menegazzi Barbosa será ordenado padre neste sábado, dia 19, às 15 horas, no Centro de Pastoral da Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora da Conceição. Os dias que antecedem a ordenação estão sendo de oração através da semana vocacional. Mas para a família de Guilherme, o momento também é de emoção e de agradecimento. De acordo com o pai de Guilherme, Reginaldo Machado Barbosa, mesmo que a família tenha se preparado para este momento desde que ele entrou no seminário, aos 18 anos de idade, os dias têm sido emotivos. “Teve um determinado dia que nós notamos, nitidamente, a evolução dele, a maturidade. Ele amadureceu muito cedo, diríamos assim”, comentou.
Em entrevista, Reginaldo contou mais sobre a trajetória vocacional do filho. Aos 9 anos, Guilherme foi convidado para ser coroinha na paróquia e aceitou. Na adolescência, se tornou acólito e continuou servindo na igreja. “Ele não falava que queria ser padre, ele era bem aplicado, ele era comprometido com os horários, com tudo, principalmente nas missas quando exigia um pouco mais, levantar mais cedo, no frio, estava sempre disposto”, disse. Foi em um determinado dia que o padre Jiovane Manique Barreto, que era pároco da paróquia, convidou Guilherme para fazer estágio vocacional no Seminário Nossa Senhora de Caravaggio, em Nova Veneza. Segundo Reginaldo, o estágio possuía três etapas, no qual o filho passou em todas.
Nessa época, Guilherme possuía 14 anos de idade e já queria ir para o seminário. Porém, a mãe, a Sandra, disse que ele poderia terminar o ensino médio primeiro antes de ir para o seminário. Após se formar na Escola Barão do Rio Branco, Guilherme ingressou no seminário em 2015. “Quando ele falava no Barão para os colegas, entre conversas de amigos, que ele iria para o seminário, os amigos dele falavam ‘não, mas ser padre?’, porque ele sempre foi muito aplicado nos estudos, comprometido, ‘mas tu pode fazer qualquer outra profissão’, ‘mas vocês pensam que é fácil ser padre'”, contou Reginaldo sobre as conversas que o filho tinha. “O padre tem que ser psicólogo, tem que estudar muito, tem que estar sempre sorrindo, porque se tu vai pedir um aconselhamento para o padre, chegar lá, o padre estar triste, poxa vida, aí quem acaba dando conselho é tu”, acrescentou.
Conforme o pai, o filho nunca balançou sobre sua vocação. “Nós sempre perguntávamos para ele ‘filho, só para ti saber, nós estamos aqui, nós vamos te apoiar no que tu decidir fazer, certo? O que tu for fazer e decidir, nós te apoiamos, então não te preocupa, fica bem’. ‘Não, eu estou tranquilo, eu estou tranquilo da minha decisão, sempre'”, contou Reginaldo. O programa Ponto de Encontro abordou mais sobre a história de Guilherme em entrevista com o pai. Ouça mais:
Barbosa ainda agradeceu todo o apoio que o filho recebeu durante os anos de formação. “Urussanga mesmo, dentre os benfeitores que ele tem, são pessoas que sempre se propuseram a ajudar através de um carnê que eles têm. Então, tu pega o carnê e tu paga o valor que quiseres, não tem valores estipulados, nada, pode pagar 10, 20 reais, então o pessoal sempre ajudou”, disse. “Todos os lugares que ele passou, por onde ele fez pastoral, em Brusque, por exemplo, tem pessoas que até hoje entram em contato com ele, não é diferente com os demais seminaristas, sempre tem uma família que é mais apegada ao seminarista. Mas ele tem grandes amigos em Brusque, em Blumenau”, comentou. “Eu gostaria de aproveitar até para convidar as pessoas que, se porventura ainda não participaram de uma ordenação presbiteral, que não percam a oportunidade, principalmente vocês que são de Urussanga, porque é um momento inesquecível”, convidou.
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