Durante o mês de outubro, a Secretaria de Saúde de Urussanga intensifica as ações de conscientização e atendimento às mulheres, em alusão à campanha Outubro Rosa, voltada à prevenção do câncer de mama e do colo do útero. A psicóloga Daniela Frassetto destacou que as mulheres podem procurar os serviços da Secretaria de Saúde durante toda a época do ano. “Outubro é uma forma alusiva de dar mais um reforço, mas é importante procurar a sua unidade de saúde e realmente fazer os exames. Ou, quem faz particular, é importante informar que fez”, salientou. De acordo com a psicóloga, a Secretaria de Saúde tem realizado ações desde agosto, durante a campanha do Agosto Lilás, de combate à violência contra a mulher. Palestras e rodas de conversa estão sendo realizadas nos Grupos de Mães, no qual as profissionais estão destacando mais sobre o preventivo e outros exames importantes.

Segundo a fisioterapeuta Carla Dandolini Gregorio De Bona Sartor, alguns pacientes são atendidos em casa. Assim, os profissionais também têm contato com a família dos pacientes, reforçando os cuidados preventivos que são necessários. “A gente tem que pensar que nós, enquanto Secretaria de Saúde, trabalhamos com a prevenção. Elas têm que entender que é muito melhor a gente pegar algo, se for encontrado, tanto o câncer de mama quanto o câncer de colo de útero, lá no começo do que estar já há algum tempo”, pontuou. A fisioterapeuta ainda reforçou sobre a incontinência urinária, que acomete muitas mulheres que, às vezes, possuem vergonha de tratar o problema. “Quando tiver um escape de urina, quanto tiver alguma perda de urina, procurar um profissional para que seja avaliado nesse sentido, porque não é normal perder a urina”, comentou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista no programa Comando Marconi com Daniela e Carla. Ouça na íntegra:

Parte 01

 

Parte 02

 

Para a psicóloga Daniela, algumas mulheres ainda sentem vergonha sobre determinados assuntos relacionados à saúde feminina. “Muitas mulheres têm uma coisa chamada vergonha, porque a mulher ainda tem essa questão de achar essa coisa de supermulher, que não pode sentir nada, que eu não posso dizer que eu tenho alguma coisa, eu tenho que dar conta de tudo”, comentou. “A vergonha e o medo fazem realmente que as doenças evoluam muito”, afirmou. “Tudo que é relacionado à questão da nossa sexualidade ainda tem um tabu. É sempre visto como algo muito promíscuo, as pessoas sempre vão nos avaliar como algo negativo e não como algo que pode acontecer no nosso corpo”, acrescentou a especialista.

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