A saúde dos rins e o tratamento das doenças renais. Essas são algumas das principais análises feitas por um nefrologista. De acordo com a doutora Marina Mendes, a nefrologia é diferente da urologia, sendo mais a parte clínica. “É uma especialidade extremamente importante, porque cuida de um órgão que tem diversas funções no nosso organismo, que são os rins”, destaca. Conforme a nefrologista, os rins são responsáveis por filtrar o sangue, retirando as impurezas e as eliminando através da urina. “Ele também é responsável por cuidar de todos os nossos eletrólitos do nosso corpo, então o sódio, potássio, magnésio. Ele produz a nossa vitamina D, ele ativa a nossa vitamina D, ele participa da nossa saúde óssea, regula a pressão arterial, faz a formação da urina, ele ajuda a pessoa a não ter anemia produzindo hormônios que estimulam a formação de sangue na nossa medula”, salienta Marina.

Quando os rins da pessoa deixam de fazer a sua principal função, que é filtrar o sangue, é necessário realizar a hemodiálise. “Quando um paciente precisa fazer esse tipo de tratamento, é porque os rins dele já perderam completamente a sua função, eles não conseguem mais fazer essa filtração e essa limpeza”, explica. “A hemodiálise é um substituto, é um rim artificial”, acrescenta. “Existem dois tipos de diálise. Hemodiálise é o termo que a gente usa para dizer quando a diálise é feita através dessa máquina, que é a hemodiálise. E aí existe a diálise peritoneal, que é a diálise onde o paciente tem um cateter dentro do abdômen e ele faz a diálise em casa com uma máquina que ele aprende a fazer em casa. E aí ele faz todos os dias à noite. Então, tem indicações para cada paciente”, reforça.

A especialista ainda destaca que as principais causas de doenças renais crônicas envolvem a hipertensão e a diabetes. A saúde dos rins, principais doenças e a hemodiálise foram destaque em entrevista com a doutora Marina no programa Ponto de Encontro. Ouça mais na íntegra:

Parte 01

 

Parte 02

 

Existem alguns sinais que podem indicar que há algo de errado com os rins. Urina vermelha ou laranja e até mesmo espuma na urina são sintomas de alerta. Porém, há casos em que o paciente não apresenta nenhum sintoma. “A gente sempre indica fazer uma creatinina, dosagem do sangue, um exame de urina simples, um EQU e uma imagem renal, o ultrassom. No mínimo esses, claro que a partir disso tem vários outros, mas isso aqui já nos diz bastante coisa”, frisa a doutora sobre os principais exames de rotina para a parte renal.

Em alguns casos, é necessário fazer um transplante de rim para garantir a melhor qualidade de vida no paciente. “A pessoa que sai da hemodiálise ou da diálise peritoneal e faz um transplante tem um aumento da sobrevida, então ela vive por mais tempo”, ressalta. “O paciente fica mais livre, então tem vários pacientes que nunca viajaram e agora estão viajando, tão aproveitando. Pensa, eles sempre tinham que estar ali toda semana, três vezes por semana, fazendo tratamento, então isso limitava muito eles estarem longe da cidade, até porque se tivesse algum problema tinha que estar perto, então assim, qualidade de vida extremamente melhor, estão viajando mais, mais livre, com mais tempo com a família, mais dispostos, mais felizes, melhora a depressão, melhora sintomas ansiosos e vive por mais tempo, diminui mortalidade, que é o principal”, acrescenta.