Ao assumir a prefeitura de Urussanga de forma interina, a principal demanda de Jair Nandi (PSD) envolveu o concurso público. Isso porque há determinações do Ministério Público para que os servidores contratados de maneira irregular sejam exonerados e que os aprovados sejam chamados. A situação já ocorria na administração de Luis Gustavo Cancellier, preso preventivamente em abril por conta da Operação Terra Nostra.

Em entrevista, Nandi destacou que a multa para o descumprimento das medidas seria em seu CPF, e não para o município de Urussanga. Conforme o prefeito interino, a multa pode ultrapassar R$ 200 mil por dia. Nandi ainda explicou sobre uma audiência que foi realizada com o judiciário, no qual dois prazos foram definidos. “25 dias para nós resolvermos algumas situações, exonerações de pessoas, e 45 dias para nós provarmos ao judiciário de que o município de Urussanga não teria condições, ou teria, e isso o estudo econômico e financeiro está sendo feito, se ele tem ou não condições de efetivar 195 professores em um único momento ou se o estudo com base na arrecadação do município vai determinar que seja feito de forma gradual. Esses prazos são extremamente taxativos. Qualquer descumprimento desses prazos, a multa é no CPF meu. Ou seja, vou pagar mais de R$ 200 mil por dia da minha conta”, afirmou Nandi.

Mais detalhes sobre a situação envolvendo o concurso público foram destaque em entrevista com Nandi no programa Comando Marconi. O prefeito interino também realizou um balanço dos primeiros dias de sua gestão, além da decisão de cancelar a Festa do Vinho em 2024. Ouça na íntegra:

 

Nandi ainda frisou que, quando assumiu, faltavam professores na rede municipal de ensino. “Faltavam 12 ou 13 professores, havia turmas, por exemplo, na Rosalino De Nez, que não tinha professor desde que começou a aula. Então, na sexta-feira, nós emitimos um decreto convocando os professores para sanar aquele vazio e ausência de professores, que era uma quantidade aqui próxima de 12 ou 13 professores”, afirmou o prefeito interino.

Sobre a Festa do Vinho, Nandi reforçou que a edição deste ano foi cancelada devido a falta de recursos. Conforme o prefeito, há cerca de R$ 189 mil nos cofres da administração. “Nós temos despesas com exonerações; nós temos que efetivar, que chega próximo a R$ 1,31 milhão; nós tínhamos aquela situação da desoneração da folha, o município pagava em torno de R$ 560 mil de INSS sobre a folha de pagamento, agora vai voltar esse mês para R$ 1,2 milhão, então mais de meio milhão de reais; e ainda temos que cumprir no final do ano, no final do ano ou na metade do ano, isso nós estamos vendo, que é o 13°, como sempre foi pago na metade do ano; e ainda temos lá no final do ano, caso não tenha que fazer antes, a exoneração dos professores ACTs. Então tudo isso passa de R$ 6 milhões e o que nós precisamos é fazer uma administração enxuta, controla os gastos públicos”, comentou.