Moradores do bairro Santo Antônio do Fogo, em Urussanga, estão reivindicando a construção da ponte que dá acesso à comunidade. Isso porque o recurso para a obra já está nos cofres da prefeitura de Urussanga, porém ainda não houve início dos trabalhos. Em entrevista, os moradores da localidade relataram que a ponte está com problemas desde 2023, quando foram registradas fortes chuvas no município. “O que nós queremos é que saia a ponte, o que a comunidade quer é que a ponte seja construída para facilitar o acesso, para facilitar o trabalho deles no campo”, afirmou o vereador Ivan Vieira (PL), que foi chamado pela comunidade para também reivindicar uma solução para o problema. Segundo o vereador, o valor para a obra entrou nos cofres da prefeitura no dia 30 de maio de 2025 após trabalhos da Defesa Civil de Urussanga. Os moradores temem que, por conta da demora, o dinheiro retorne para Brasília e a obra da ponte não seja feita.
Domingos Bernardo relatou os problemas enfrentados pela comunidade por causa da ponte. “Se o dinheiro volta, nós ficamos na mão de novo. Aquela ponte, olha, faz uma falta porque nós estamos andando de ré, que nem caranguejo, para poder vir para a praça. O meu filho trabalha todo dia, de segunda a sábado, ele passa duas vezes por dia e é complicado. É uma ponte que, a outra que está lá feita, já está meio complicada também, porque ela pode uma hora cair também”, comentou o morador. “A gente quer, não diria uma explicação, porque explicações, já foram dadas bastante explicações, a gente quer ação, a gente está sem essa ponte, se não tivesse verba seria uma coisa, mas o dinheiro está ali disponível”, ressaltou Joelso Baesso. “A comunidade está esperando e tem que ter uma solução para isso”, complementou o morador João Batista Baesso. O assunto foi abordado em entrevista no programa Comando Marconi. Ouça na íntegra e entenda:
Também em entrevista, representantes da prefeitura de Urussanga explicaram os motivos para a demora da obra. De acordo com o diretor de Planejamento, Leonardo Felippe, houve problemas com a empresa ganhadora da licitação, que não cumpriu os prazos necessários. “A gente entende completamente os moradores daquela comunidade, mas a gente garante que o recurso não vai ser perdido”, afirmou. “O recurso da execução da obra encontra-se devidamente disponível na conta da prefeitura desde maio de 2025, estando assegurado e reservado exclusivamente para essa finalidade da ponte, ou seja, o dinheiro não vai ser perdido, não vai ser colocado em outra área”, reforçou, acrescentando que foi solicitada uma prorrogação para o recurso não retornar para Brasília. “A gente realizou o processo licitatório conforme determina a legislação vigente. Contudo, a empresa vencedora da licitação não cumpriu os prazos estabelecidos, tampouco atendeu os termos e condições previstos no contrato, o que inviabilizou o andamento da obra. Então, diante desse descumprimento contratual, tornou-se necessária a rescisão do contrato, adotando medidas legais. O projeto também teve alguns problemas, porque tudo passa, o tempo passa, o orçamento muda, então é uma parte burocrática”, explicou Leonardo.
Segundo o diretor de Planejamento, a prefeitura necessita cumprir os prazos legais perante a lei e a transparência. “Se a gente, por exemplo, furar, colocar essa ponte primeiro, isso aí não pode. A gente tem que cumprir os ritos e os prazos dentro do setor de licitação”, comentou, acrescentando que foi necessário analisar novamente todo o orçamento e o projeto da ponte. Leonardo afirmou que a nova análise já está pronta para abrir um novo edital de licitação para a contratação da empresa que irá construir a ponte. “A gente vai trabalhar para que a obra seja executada com uma empresa boa, com segurança e dentro dos parâmetros legais, no menor prazo possível”, garantiu Felippe. Bruna Dias da Fonseca, integrante da Defesa Civil de Urussanga, contou que a órgão trabalhou para conquistar o recurso já em 2023, quando a comunidade registrou o problema na ponte. “Vamos deixar claro que essa ponte também não vem do mandato deles (Stela e Renato), essa ponte já vem do mandato anterior, que já foi feita a contratação da empresa anterior. Quando eles entraram, desde o ano passado, quando chegou o dinheiro, já tinha um projeto pronto que não estava adequado”, afirmou Bruna. Ouça mais detalhes do assunto:
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