A prefeitura de Pedras Grandes rompeu o pacto de amizade com a cidade de Belluno, na Itália. Em entrevista, o prefeito Agnaldo Filippi (PP) destacou que a decisão tem relação com o Decreto-Lei nº 36, de março de 2025, que restringiu o direto da cidadania italiana, o iure sanguinis (por sangue). “Eu acho que a amizade prescinde de um comportamento importante que é o de respeito e esse respeito não foi por nós identificado à medida que tramitamos, lá na Itália, o decreto 36, o conhecido, o famoso, decreto da vergonha”, disse Agnaldo. “Essa agressão por parte da Itália eu acho que tem que ser por nós aqui no Brasil respondida à altura. Menos tapete vermelho, menos temor reverencial e mais respeito é o que a gente pensa aqui”, acrescentou.
Agnaldo ainda afirmou que pretende não participar das comemorações dos 150 anos da imigração italiana no Sul catarinense. “Eu sei que existe uma comissão que está tratando sobre as festividades relacionadas aos 150 anos. Agora, em Azambuja, que é a primeira colônia de imigrantes italianos do Sul do Estado de Santa Catarina, não vai acontecer se não for da forma com que nós estamos planejando lá em Pedras Grandes”, pontuou. “Claro, não é o decreto 36 do Tajani que vai apagar a história que nós temos com a Itália, que vai eliminar, que vai fazer com que a gente esqueça que os nossos antepassados aqui chegaram enganados, que saíram lá da Itália e jogados no meio desse matão com um desafio gigantesco a ser enfrentado”, comentou, acrescentando que ainda não houve nenhuma manifestação se representantes da Itália sobre o decreto discutido desde o início do ano passado. O assunto foi abordado em entrevista, entenda:
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