Julho é o mês dedicado à conscientização contra o câncer de cabeça e pescoço. Durante o mês, agentes e instituições de saúde promovem ações para reforçar a importância do diagnóstico precoce, da prevenção, do tratamento e também da reabilitação de pacientes. No Hospital São José, em Criciúma, há uma equipe multidisciplinar para atender os pacientes que possuem o problema. A psicologia é uma das especialidades presentes na equipe. Conforme a psicóloga Fernanda Fernandes, o recebimento de um diagnóstico para uma pessoa é sempre assustador.

Segundo a especialista, existem vários protocolos no trabalho psicológico. “De acordo com a história de vida de cada pessoa, com o funcionamento de cada pessoa, nós vamos buscar auxiliá-la a se reorganizar na sua própria vida, no seu atual contexto, porque ela vai precisar se dedicar, dedicar literalmente um tanto de energia psíquica quanto energia física para que ela possa também participar ativamente do seu processo de tratamento. Então, nós auxiliamos guiando essa pessoa nesse processo que ela está vivenciando, desde que ela chega no tratamento, no ambulatório, se ela interna ou se ela faz as quimioterapias internada, nós também vamos acompanhá-la na internação e garantir que ela possa receber esse acompanhamento fora do hospital, na rede de atenção psicossocial ou na atenção primária, com o encaminhamento para que essa pessoa tenha um amparo psicológico. Além da rede de apoio, ela tem um amparo psicológico de dia, um profissional da área da psicologia, tanto dentro do hospital quanto fora do hospital, quando ela for de alta”, comenta.

O assunto foi abordado em entrevista com Fernanda, entenda mais:

 

A psicóloga Fernanda também destaca a importância de campanhas como a do Julho Verde. Nesta semana, o Hospital São José realizou uma ação especial com o apoio da Liga Acadêmica de Odontologia Hospitalar Intensiva e Paliativa da Unesc. “A gente trabalhou com autoexame, informamos, fomos em alguns ambulatórios onde a gente pôde, principalmente na quimioterapia e radioterapia, onde nós pudemos falar a respeito da prevenção, de quais são os fatores que podem influenciar, como a gente pode prevenir e como a gente pode realizar o autoexame. Então, a gente fez esses momentos informativos em alguns espaços dentro do hospital, fomos no pronto-socorro, também nas recepções, enquanto os familiares estavam aguardando, por exemplo, para ir para a visita de UTI, então os acadêmicos foram, fizeram esses informativos. Então, a gente procurou informar o máximo possível a população que estava ali, circulando dentro do hospital, os nossos colaboradores também, para que eles pudessem estar a par da importância dessa campanha”, frisa.