Alertar e chamar a atenção sobre a importância e os cuidados com a saúde mental. Este é o objetivo da campanha Janeiro Branco, que foi escolhido justamente por ser um mês em que as pessoas buscam mudar os seus hábitos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a depressão atinge 5,8% da população brasileira, sendo que os problemas relacionados a ansiedade afetam 9,3%. A psicóloga Daiani Sangaletti conta que notou durante seus atendimentos que muitas pessoas começaram a observar mais seus próprios sentimentos com o isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19. O medo e a insegurança fizeram muitos prestarem atenção em suas emoções e a procurar ajuda profissional.
Daiani explica também que a realização de terapias nem sempre está relacionada a certas doenças, mas pode ser para buscar o processo de autoconhecimento, que está diretamente relacionado com o cuidado da saúde mental. O Janeiro Branco busca a promoção de palestras e conversas sobre a importância do assunto durante todo o mês. A psicóloga Daiani participou de entrevista no programa Ponto de Encontro e explicou mais sobre a campanha e sobre a depressão e ansiedade. Ouça:
Parte 01
Parte 02
“Todo mundo em algum momento da vida está suscetível em passar por algum problema mais vulnerável a nível de saúde mental, e está tudo bem. O que não pode acontecer é a gente deixar isso acumular e não procurar ajuda, não falar com as pessoas que a gente confia, não se permitir olhar para isso”, ressalta a psicóloga. O adoecimento que a depressão ocasiona são sintomas como a alteração do rendimento no dia a dia, mudanças de humor, alteração no apetite e sono, falta de memória e esquecimento. “São sintomas que duram muito tempo, não são sintomas ocasionais”, frisa Daiani. Além disso, esses sintomas podem ocasionar prejuízos na vida da pessoa, como a perda de rendimento e concentração no trabalho.
A profissional relata que é importante que, ao perceberem que a pessoa está com essas dificuldades, os familiares e amigos busquem se colocar a disposição para conversar com ela. Outra possibilidade é auxiliar ela a buscar atendimento profissional com um psicólogo ou psiquiatra.

Para a ansiedade existem diversos tipos de transtornos, como o transtorno de ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), crise de pânico e afins. Por isso é necessário fazer as consultas com um profissional da área para saber a avaliação e o diagnóstico correto. Daiani também fala sobre a importância da prática de atividades físicas e de uma alimentação saudável. “As práticas saudáveis ajudam a liberar no nosso corpo substâncias que ajudam na sensação de bem-estar, por exemplo, a gente tem medicamentos que ativam uma substância que se chama serotonina e outras substâncias reagentes que são neurotransmissores, a atividade física ajuda inclusive a liberar isso no nosso corpo”, explica.
O processo de autoconhecimento não é indicado apenas para os adultos. Muitas crianças também iniciam a terapia desde cedo para aprender a lidar com seus sentimentos e emoções. Isso serve também como forma preventiva, já que ensina crianças e adolescentes a se autoconhecerem através das intervenções realizadas durante a terapia. Esse processo ajuda as pessoas a se entenderem mais, saber quais são as atividades que gostam de fazer, o que gostam de falar, o que sentem e outras coisas.




































