Com a aproximação do verão e das festas de fim e início do ano, a procura de aluguel por casas e apartamentos no litoral aumenta. Para festejar sem dores de cabeça, as pessoas devem ficar atentas para não cair em golpes. Isso porque diversas cidades litorâneas, principalmente em Santa Catarina, têm registrado fraudes, causando prejuízo financeiro e transtornos aos turistas. Em alguns casos, os imóveis para alugar, de fato, existem, mas os golpistas se utilizam de redes sociais falsas para fazer os anúncios e se passar pelos reais proprietários. Para o doutor Kevin de Souza, especialista em Direito Imobiliário e membro do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (Ibradim), é preciso seguir algumas dicas importantes para evitar cair em golpes.

Em entrevista, o advogado destacou pontos principais para ficar atento. “O primeiro ponto, e o mais importante, é: as pessoas precisam formalizar o contrato por escrito. Então, tem que ter o período de entrada, período de saída, valor, a forma de pagamento, a responsabilidade de cada parte”, conta. O segundo fator, segundo Kevin, é a prova de titularidade, ou seja, saber se a pessoa que está anunciando o imóvel é, de fato, o dono do lugar, ou se não é, se a pessoa tem autorização para falar em nome do proprietário. “Para isso, a gente tem ou a matrícula do imóvel, ou a escritura pública, que são dois documentos públicos que trazem fé pública para comprovar então a responsabilidade sobre aquela operação”, explica.

O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista no programa Ponto de Encontro com o doutor Kevin. Ouça na íntegra:

 

Para se precaver ainda mais, o advogado salienta outras dicas. Segundo o especialista, é fundamental utilizar plataformas seguras para alugar um imóvel. Além disso, a recomendação é agendar uma visita presencial para confirmar a veracidade do local e do anúncio antes de fechar o negócio somente pela internet. Caso a pessoa caia em algum golpe, é importante que ela faça um boletim de ocorrência. Isso porque, conforme Kevin, a polícia terá mais informações sobre os casos, podendo identificar o modo de operação dos golpistas e, consequentemente, identificar os fraudadores. “Não que isso vá impedir que aconteça, mas é óbvio, com a sociedade civil tendo maior informação e o crime organizado sendo combatido, a gente acaba conseguindo, sem sombra de dúvida, ter uma redução significativa”, explica.