A audiometria é uma avaliação realizada com a finalidade de verificar a capacidade auditiva de uma pessoa. De acordo com a fonoaudióloga Marcella Vidal, o exame é capaz de identificar mudanças sutis na audição, além do grau dessa possível perda auditiva. “A gente vai medir ali os sons em diferentes intensidades e frequências para que a gente chegue a esse diagnóstico”, destaca. A especialista ainda salienta que existem alguns sinais que podem indicar que a pessoa precisa fazer a audiometria. “Ela começa a perceber alguma dificuldade para acompanhar as conversas no dia a dia, principalmente em situações mais desafiadoras com ruído de fundo, quando começam a aumentar o volume dos dispositivos eletrônicos, como a TV, por exemplo”, explica. Essa percepção também pode ser observada por pessoas próximas ao paciente.

A principal dificuldade da perda auditiva é muito atrelada com a comunicação. “Essa relação é muito direta, mas os desafios vão além dessa comunicação, além da audibilidade, além das conversas do dia a dia. Essas pessoas que enfrentam perda auditiva possuem alguns obstáculos, essas dificuldades de compreender diálogos, principalmente nesses ambientes ruidosos, desafiadores. Isso pode gerar nessas pessoas uma sensação de não pertencimento, de exclusão dessas interações sociais, o que pode gerar, como consequência disso, um certo grau de frustração, o próprio isolamento social. E isso, de uma certa maneira, impacta negativamente no bem-estar emocional dessas pessoas, podendo gerar algum grau de ansiedade e até mesmo depressão”, salienta a fonoaudióloga.

Marcella ainda frisa que muitos estudos alertam a relação da perda auditiva não tratada com declínios cognitivos, como a depressão e alterações de memória, como Alzheimer. “É muito importante, e eu quero deixar aqui como mensagem, incluir a avaliação auditiva como um exame de prevenção. Assim como a gente faz um exame de sangue, a gente incluir nessa rotina de cuidados com a saúde a avaliação audiológica”, destaca. O último dia 26 de setembro foi lembrado por ser o Dia Nacional da Pessoa com Perda Auditiva. O assunto foi abordado em entrevista no Ponto de Encontro com Marcella. Ouça:

 

Conforme a fonoaudióloga, a tecnologia também avançou na área de reabilitação auditiva. “Hoje, os aparelhos auditivos promovem, fornecem e proporcionam muito além do que uma audibilidade. São aparelhos auditivos que vão transformar significativamente a experiência dessas pessoas que precisam fazer uso deles. A gente fala de recursos que vão ajudar a esse indivíduo a desempenhar melhor nessas situações complexas do dia a dia, onde há muito ruído de fundo, múltiplos falantes interagindo com ele”, comenta.