A Farmácia Nossa Senhora da Conceição, em Urussanga, está recebendo medicamentos para enviar aos atingidos pela enchente no Rio Grande do Sul. A iniciativa foi idealizada pelas farmacêuticas Bruna Salvan e Gabriela Scarabelot, sendo que a farmácia é ponto de coleta. “Como várias pessoas, nós ajudamos com doações de dinheiro, roupas, alimentos, porém, o nosso sentimento é de que estávamos fazendo pouco. Um sentimento de frustração por não conseguir ajudar de uma forma mais ativa. Então, nasceu a ideia de arrecadar medicamentos com a população, medicamentos esses que nós temos em casa, que não fazemos mais uso por algum motivo”, explicou Gabriela.

Conforme Bruna, a ação iniciou de uma forma singela através de familiares e amigos. “O legal é que o povo se mobilizou bastante e, de uma hora para outra, a gente começou com bastante arrecadação”, comentou. No último sábado, uma carga com vários medicamentos já foi enviada ao estado vizinho. “A gente recebeu muitas medicações que são utilizadas para diabetes, para colesterol, recebemos também antidepressivos, então diversos tipos de medicamentos”, ressaltou Gabriela. O assunto foi abordado em entrevista no programa Comando Marconi. Entenda mais:

 

Segundo Gabriela, as pessoas doaram remédios lacrados, pouco usados e até fizeram compras na farmácia para ajudar na campanha. Conforme a farmacêutica, 141 unidades básicas de saúde foram afetadas no Rio Grande do Sul, além de que 20 hospitais foram atingidos. Isso significa que a população perdeu muitos de seus medicamentos. “Além dos medicamentos que a população já fazia uso, que acabaram perdendo, a gente tem que pensar também no depois, que seriam as doenças que vão vir com toda essa água, como, por exemplo, a leptospirose”, frisa a especialista.

Bruna explica que a ação aceita diversos tipos de medicamentos, sejam lacrados ou abertos. “A gente faz toda a seleção aqui, tira aquele comprimido, aquela parte do blister ali que está faltando, aquele comprimido, a gente etiqueta com lote, com validade e vai tudo bem separadinho para eles”, esclarece. A campanha não aceita somente medicamentos líquidos e pomadas, já que, conforme Bruna, não se sabe as condições que ele foi armazenado.

A farmacêutica Bruna ainda destaca que existem alguns pontos principais para a doação dos medicamentos. “Desde que todos os medicamentos estejam dentro da validade, pelo menos no mínimo três meses, porque precisa esse medicamento chegar lá e ele ser útil também”, comenta. “Por isso que a gente manda tudo bem separado, bem legível para facilitar o máximo a utilização desse medicamento quando ele chega lá no final”, explica. Bruna ainda reforça que os medicamentos serão entregues a uma doutora de Araranguá, que está no Rio Grande do Sul e é responsável pelo recebimento das doações.