A exposição excessiva ao sol favorece o desenvolvimento do câncer de pele. Esse é, inclusive, o principal fator de risco para a doença. Com a chegada dos dias mais quentes, os órgãos de saúde reforçam os cuidados necessários com a pele. O uso de protetor solar e de roupas adequadas é fundamental. De acordo com a doutora Márcia Senra, mulheres entre 30 e 50 anos e pessoas que pegaram muito sol durante a infância são as mais propensas a terem o problema. “Aí é uma questão acumulativa. São pessoas que, na época, não tinham muita consciência sobre a questão do sol e, mais tarde, vão se deparar com algumas lesões que a pessoa fica atenta, porque hoje tem muita campanha”, explica.

Além do câncer de pele causado por exposição solar, há outros tipos, como os que surgem através de pintas, e um desenvolvido por conta da genética, porém não é tão comum. “O mais comum realmente é pela incidência do sol”, destaca a dermatologista. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista no programa Ponto de Encontro. Ouça na íntegra:

 

De acordo com a especialista, o câncer de pele mais comum é o o carcinoma basocelular. Ele não é fatal, mas dependendo da região em que está localizado pode gerar problemas para a pessoa. “Perto dos olhos, perto do nariz, na boca, ele vai invadindo a mucosa. Então, cada vez que você vai fazer a cirurgia, você vai perdendo mais tecido desses locais nobres”, explica. “O basocelular, em outras áreas do corpo, nas costas, no tórax, na frente, ele cresce devagar, mas de qualquer maneira, quanto mais cedo o diagnóstico feito, melhor para o paciente, porque você já retira logo e fica tranquilo”, acrescenta. “Depois vem as famosas ceratoses actínicas, que são essas casquinhas vermelhas, que as pessoas muitas vezes não dão bola, mas esses são os precursores, assim, eles são os que antecipam o carcinoma epidermóide, que também é um câncer agressivo, que pode dar metástase. Depois vem o melanoma, que é o mais grave de todos”, esclarece a dermatologista.