Mesmo sendo do Sul catarinense, muitos homens da região tiveram a oportunidade de atuar no Batalhão da Guarda Presidencial (BGP). Idade, suporte físico e educação eram alguns dos fatores avaliados na hora de escolher os integrantes. Luiz Goulart, Sérgio Cardoso, Estevão Pierini e João Ceron serviram ao batalhão há 50 anos, em Brasília. Atualmente, os quatro fazem parte de uma comissão organizadora que realiza encontros com ex-integrantes do BGP, com o objetivo de relembrar histórias e reencontrar os amigos. Para contar mais sobre como foi integrar o batalhão, o programa Ponto de Encontro realizou um programa especial com os quatro convidados. Ouça mais na íntegra:

Parte 01

 

Parte 02

 

Sérgio, natural de Imbituba, fez seu alistamento em Criciúma aos 18 anos de idade. Na época, passou por uma seleção, que o classificou para o BGP. “Não era um sonho meu, mas um sonho do meu pai, servir ao exército, e eu fui e não me arrependo de ter ido”, destaca. João, que é urussanguense, estudava em Criciúma em meados de 1973. Ele e outros três amigos realizaram o alistamento em Urussanga. “Eu fui um dos que foram mandados para o BGP. E no BGP eu fui para a companha CPP, que é a Companhia Petrechos Pesados, que fazia o cerimonial do Palácio do Planalto: às terças-feiras hastea a bandeira, receber o presidente e, à tarde, arriar a bandeira e a saída do presidente”, recorda João.

Estevão, morador de Criciúma, desejava ter experiências novas quando jovem. Ele chegou a pedir para entrar no exército, porém para morar no Canadá. “O Brasil tinha deixado de fornecer militares para o Canadá um ano antes. Aí fui selecionado para Brasília. Quando eu disse para o pai que eu ia para Brasília, o pai chorou muito, porque ele contava com a minha mão de obra em casa”, destaca Estevão. Luiz, que hoje mora em Cocal do Sul, mas é natural da comunidade de Santana, também recorda sobre sua época no batalhão. Quando criança, já tinha o sonho de servir a exército. Depois de anos, já por volta de 2001, surgiu o interesse de reunir os ex-integrantes do batalhão.

A partir de 1974, os quatro começaram a servir o batalhão. Ambos acabaram indo para Brasília de formas diferentes: Estevão e João foram direto para Curitiba primeiro, para fazer algumas triagens. Os outros dois foram para Tubarão, Imbituba, Braço do Norte e outras cidades, sempre pegando outros futuros militares. Em Brasília, os soldados eram divididos em grupos conforme as companhias de serviço. Sérgio, por exemplo, atuou como cozinheiro dos oficiais do exército.

Apesar de terem servido somente alguns meses no BPG, os quatro ainda guardam com carinho todas as vivências da época. Prova disso são os encontros realizados com os ex-soldados e suas famílias. O próximo encontro que está sendo organizado vai acontecer no dia 21 de setembro, em Criciúma, no restaurante Giassi. Conforme Luiz, todos que serviram ao batalhão podem participar do almoço, seja da região ou de outros estados. Os interessados podem saber mais sobre o encontro através do número (48) 99803-3155.