Uma campanha está sendo promovida em prol da pequena Valentina Guisoni, moradora de Cocal do Sul, de 5 anos de idade. Ela possui uma síndrome rara na qual ainda não foi identificado o diagnóstico correto. Desde os quatro meses de idade, Valentina é atendida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Valentina não anda, não fala e se alimenta por uma sonda. “Ela precisa de equipamentos que proporcionem o alinhamento do corpo dela, porque ela não tem esse controle. Mas, infelizmente, esses equipamentos têm um valor muito alto”, explicou a fisioterapeuta Iany Oliveira, profissional que acompanha o caso. Por isso, a família e a Apae estão promovendo a campanha “Equipamentos para Valentina”.

Conforme Iany, a menina já usou vários tipos de equipamentos, como cadeiras de rodas e andadores, porém, não foi possível a adaptação. Os equipamentos que a Apae indicou são importados e são importantes para o desenvolvimento e estimulação da Valentina. “Ela está em atraso no desenvolvimento dela, tanto motor quanto cognitivo. Então, com esses equipamentos a gente consegue estimular de forma global”, esclareceu a fisioterapeuta.

Na Apae de Cocal do Sul, Valentina conta com todo o apoio necessário, desde fonoaudioterapia, fisioterapia, equoterapia e outros. Os pais de Valentina, Daniela Mendes e Lucas Guisoni, também recebem acompanhamento psicológico, no qual são instruídos em diversas questões relacionadas à filha. O programa Ponto de Encontro abordou mais sobre a campanha e a história da Valentina em entrevista com a fisioterapeuta Iany. Ouça na íntegra:

 

Conforme Iany, Valentina chegou na Apae de Cocal do Sul com muita dificuldade em relação ao controle do corpo dela. “Bastante dificuldade em deglutição, ela engasgava, só chorava, foi algo que nos preocupou, tanto que ela foi encaminhada para a estimulação precoce. Ali ela começou a ser acompanhada, a ser investigado o caso dela, e infelizmente ainda hoje não é conclusivo”, comentou. “Ela tem características parecidas com encefalopatia, que é paralisia cerebral, mas ainda não foi concluído o laudo”, destacou.

A fisioterapeuta esclareceu que a Valentina precisa de uma órtese corporal, que vai ajudar a ter mais controle do tronco e da cabeça. “Ele veste todo o corpinho dela, causando uma propriocepção para ela ter reações de endireitamento, ajustes posturais”, afirmou. O outro equipamento é um carrinho postural, que vai acompanhar a menina durante bastante tempo. “Permite várias posições, inclusive deitado. Então, se ela quiser estar em pé, ela pode ficar em pé com o carrinho, se ela quiser deitar, ela pode deitar”, explicou. “Esse carinho vai proporcionar também a inclusão na escola, em todos os ambientes que ela for ela vai conseguir usar”, destacou. Valentina também precisa de um andador, que é específico para o caso. “Esse andador vai limitar os movimentos de padrão extensor da cabeça dela”. O equipamento possui o investimento de R$ 60 mil.

Confira também a entrevista realizada em vídeo:

Contribua com a campanha em prol da pequena Valentina. É possível doar através de uma Vakinha (acesse aqui). A chave Pix é o CPF 112.768.399-36, no nome da mãe Daniela Mendes. É possível entrar em contato com a família no número (48) 9 9604-2601.