Com 34 anos de atuação na área de segurança, Emerson Scrins, conhecido como “Gaúcho”, construiu uma trajetória marcada pelo trabalho em eventos, shows e na proteção pessoal. Natural de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, Gaúcho teve contato com o meio militar desde cedo. O pai, o irmão, um tio e o avô tiveram ligação com as Forças Armadas ou com o Corpo de Bombeiros. A influencia da família fez com que Gaúcho ingressasse na área no início da vida adulta. “Quando tu é criado num meio desse, tu adquire alguns costumes na tua vida”, disse. Quando tinha 20 anos de idade, o pai de Gaúcho passou a trabalhar em Araranguá, já em Santa Catarina. Na época ele tinha dado baixa no exército e chegou a ter uma oportunidade de trabalhar na Polícia Militar. No entanto, Gaúcho já via novos rumos na vida.
Desde então, Emerson atua na área de segurança privada. Já em Santa Catarina, após um período de formação no Rio Grande do Sul, Gaúcho esteve envolvendo na segurança de vários eventos, como em shows de artistas nacionais. “Primeiro show que eu ajudei a cuidar foi do Amado Batista, em 1996. Depois ali teve Zezé di Camargo e Luciano, que aí eu comecei a me enturmar com essa vida, comecei a trilhar a minha estrada e hoje estamos aí com mais de 30 anos”, relembrou. “Ali começou o meu mundo nesta área e fui cada vez mais gostando, me aperfeiçoando, procurando atualizações novas na área de segurança”, falou. Em entrevista, Gaúcho contou que, mesmo quando não está trabalhando, costuma observar a segurança nos eventos que vai. “O pessoal me pergunta ‘Gaúcho, tu não te diverte? Tu é um cara que vai para os eventos?’. Não, eu fico observando. Eu fico observando o trabalho dos colegas, a logística do serviço”, afirmou.
A ligação com Urussanga começou em 1996, quando veio ao município para uma festa e conheceu sua esposa. Desde então, construiu a vida na cidade e afirma que se considera “urussanguense de coração”. “Quando eu falo de Urussanga eu me emociono porque foi uma cidade que me acolheu, que abriu as portas para mim, que eu fiz a minha vida juntamente com a minha família, com a família da minha esposa aqui”, comentou. Gaúcho e sua esposa, Flávia, possuem três filhos: Helena, de 31 anos, Halisson, de 28, e Larsson, de 18 anos. Gaúcho participou de entrevista no programa Ponto de Encontro e falou mais sobre sua história de vida. Ouça na íntegra:
Parte 01
Parte 02
Ao longo dos anos, Gaúcho também atuou na administração municipal, como diretor do cemitério e como um dos primeiros coordenadores da Defesa Civil do município. Na área de eventos, Gaúcho participou da organização de festas tradicionais de Urussanga, incluindo edições da Festa do Vinho e do Ritorno Alle Origine. Também trabalhou na segurança de shows de artistas conhecidos nacionalmente, como Rita Lee, CPM 22 e Henrique & Juliano. Segundo ele, a segurança de um grande evento começa meses antes da realização. O trabalho envolve avaliar o público esperado, definir equipes, mapear hospitais, delegacias, quartéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, além de planejar deslocamentos e possíveis situações de emergência. “Às vezes a pessoa só chega ali para o show e o artista subiu no palco, cantou aquela uma horinha e meia, duas horas, mas atrás daquelas duas horas e meia ali tem quatro meses de trabalho para tudo dar certo”, salientou.
Para Gaúcho, um dos principais objetivos de uma equipe de segurança é justamente evitar que ocorrências aconteçam. Ele defende que o profissional precisa ter controle emocional e treinamento para agir de maneira proporcional em situações de conflito. “Hoje a segurança está no nosso dia a dia. Você fala de segurança praticamente o dia todo sem perceber”, pontuou. “Muita gente diz ‘ah, porque o segurança foi grosseiro, foi agressivo’. São situações às vezes que você tem que ser mais enérgico. Enérgico não quer dizer agressivo, bater nas pessoas, machucar, causar lesões. Isso você tem que ver que vai trazer uma consequência para você. Você tem que ter o treinamento de uma intervenção”, observou. “Segurança não está na festa para bater em ninguém, segurança não sai de casa querendo machucar ninguém. A gente sai para ganhar o nosso pão de cada dia”, salientou.
Confira a entrevista também em vídeo:











































