As baixas temperaturas podem influenciar no aparecimento de trombose. De acordo com a médica angiologista Ana Paula Martins Nazário, fatores como influência genética, varizes não tratadas, obesidade, diabetes, colesterol alto e hipertensão também são alguns dos fatores de risco. Esses problemas, somados ao frio, podem prejudicar ainda mais a saúde vascular do paciente. “É como se fosse o encanamento que diminui com o frio. Ele pode ter o quê? Entupimento”, comenta. “Com a chegada do frio, a trombose arterial é muito frequente nas coronárias. Em relação aos vasos cerebrais, então o Acidente Vascular Cerebral é muito mais frequente, o pessoal chama de derrame, enfim, e muitas pessoas que têm problema de circulação nas artérias da perna, acabam que têm a trombose e pode ter o risco do quê? Amputações”, complementa a doutora.
Conforme a especialista, na trombose arterial, o paciente sente dores. Porém, quando é venosa, 30% dos casos não há sintomas. “Mas o que acontece em relação a uma trombose nas pernas? Aquela dor súbita, mudança de cor na pele ou nos dedos ou na perna, o que era algo mais rosinha ou a cor habitual da pessoa, ela fica ou pálida, branca, de uma forma muito exagerada, ou roxa. Algo tem de diferente. Entupiu a circulação e nisso, literalmente, a pessoa sente como se tivesse esquecido parte do corpo dentro do freezer, que a dor é de ficar apertando um gelo contra a mão de tão importante que é a dor. Precisa de tratamento urgente no hospital, no pronto-socorro, para desentupir isso rapidamente, para não perder o membro, não perder o dedo, não perder a perna”, destaca Ana.
A angiologista explicou mais detalhes sobre a trombose e sua relação com o frio em entrevista ao programa Ponto de Encontro. Ouça na íntegra e saiba mais:
Parte 01
Parte 02
De acordo com a especialista, há casos em que o trombo se desprende e navega pela circulação sanguínea da pessoa. “Ele desprende da onde foi a origem da trombose e vai parar no pulmão, por isso o pessoal chama de embolia pulmonar. O que as pessoas podem acabar tendo, de uma forma muito chamativa assim, quando começam a ter embolia, é uma dor torácica ao respirar, é uma compressão”, afirma. “Muitas vezes associado ao tipo, eu tive uma dor na perna meio estranha e agora estou com esse desconforto respiratório, essa dor no respirar e a embolia pode ser pequena, atingindo somente uma parte do pulmão, que a gente chama de árvore respiratória”, acrescenta.
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