A campanha eleitoral já iniciou e os candidatos seguem apresentando suas propostas para a população. Em Urussanga, há seis candidatos à prefeitura nas eleições municipais de 2024. Pensando em divulgar o que cada candidato pretende fazer no município se for eleito, a Rádio Marconi está promovendo uma série de entrevistas especiais. A ordem de entrevistas de cada candidato foi realizada através de sorteio com representantes de cada partido na tarde da última sexta-feira, dia 23. Stela Talamini, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), foi a terceira candidata a participar da entrevista. A conversa foi realizada nesta quarta-feira, dia 28, no qual a candidata teve 20 minutos para responder aos questionamentos elaborados pela equipe de jornalismo da emissora. Ouça a entrevista na íntegra realizada no programa Comando Marconi, apresentado pelo jornalista Joel Bernardo:

 

Confiras as repostas da candidata Stela, do MDB

Como tem sido o contato com a população nestes últimos dias?

“Estamos na caminhada em busca do voto, em busca do apoio e posso dizer assim que a receptividade, o abraço recebido está sendo muito positivo, muito bom. É muito diferente de 2020, nós temos hoje um eleitor que quer conversar, que quer externar o que pensa em relação à cidade, quais são as suas queixas, o que ele sonha para a nossa cidade. Então, isso é positivo, então é um momento de escuta meu e do Renato, nosso vice-prefeito, e a gente está nessa busca do voto e também de fazer essas escutas. Organizamos um plano de governo, mas ele é um plano de governo que também aceita novas ideias, novos projetos, ele foi bem elaborado, ele foi feito com as escutas de técnicos e de pessoas que são da área, mas a população é a que sabe aonde está o problema na sua base, aonde dói, quais são os seus sonhos, e estamos prontos para isso”.

Por que a senhora se considera preparada para ser prefeita?

“Eu diria que eu e o Renato, nós dois viemos da vida pública, eu como professora, 30 anos, atuando como professora, o Renato como engenheiro agrônomo, também mais de 30 anos na Epagri, conhece muito o nosso interior. Eu, como professora, eu também desempenhei no mesmo período duas vereanças, fui vereadora de dois mandatos, fui gestora da minha escola, administrei e criei um colégio particular por 12 anos e nessa vida pública eu desenvolvi assim muitos projetos que me trouxeram essa bagagem e essa experiência de ser a gestora do município. Como secretária, a gente criou, por exemplo, o projeto de educação inclusiva que foi referência na região. Como gestora, nós implantamos no colégio Caetano o ensino médio integral, que depois trocam os governos e acabam também mudando tudo que está sendo feito, que isso é um projeto muito especial, onde o jovem fica o dia todo na escola. Isso é uma realidade de países desenvolvidos. Queremos implantar também no nosso município e iniciar a implantação desses projetos, e outros que puderem vir, que as pessoas puderem sugerir, a gente aceita, a gente faz uma audiência pública, a gente faz as escutas, a gente ouve técnicos, mas esse programa eu o conheço e sei da importância dele e o resultado que ele traz para a nossa juventude”.

A transparência com o dinheiro público é algo primordial. Como a candidata pretende trabalhar isso, caso for eleita?

“Olha, a transparência, primeiro eu começo pela honestidade e pela nossa trajetória de vida, minha e do Renato. Quando a gente vai escolher um gestor público, a primeira coisa é estudar a vida desse gestor. Como é que ele foi? Como é que foi a vida profissional dele? Como é que é a vida dele na comunidade? E hoje nós temos ferramentas que também permitem as pessoas ir lá no Google colocar o nome lá e ela já vai puxando uma porção de coisas. Então é a primeira coisa que nós temos para oferecer é a nossa honestidade. Hoje nós temos que trabalhar dentro da lei de responsabilidade fiscal, não tem como, o Tribunal de Contas, ele orienta e tem que estar dentro dessa lei. Nós também temos dentro do setor da prefeitura, pessoas que são responsáveis por essa parte de controlar as contas, o setor de contabilidade, mas principalmente o portal de transparência da prefeitura. Ele tem que estar atualizado, não vejo dessa forma, ele tem que estar mais claro para que as pessoas vão lá, para que as pessoas possam ter acesso e controlar tudo que está sendo feito. Então isso são passos a serem dados. Também vamos criar um portal aonde, principalmente na agricultura, as pessoas saibam aonde está a sua vez, porque as pessoas demandam muito por equipamentos, por serviços e fica só numa conversa. Então ‘ah, daqui a pouco, é semana que vem”, tudo bem, a gente sabe o tempo é um fator que muitas vezes faz ter essas mudanças, mas ter um portal de transparência para que as pessoas possam saber qual é a sua vez, onde estão, onde é que tá a máquina, isso é muito importante”.

Uma das demandas que Urussanga busca desenvolver todos os anos é o setor de Turismo. Você tem acompanhado essa área, e como vai fomentar o turismo considerando o potencial cultural e histórico de Urussanga?

“Olha, eu tenho, eu diria que eu tenho paixão por esse setor. Como professora de História, conheço a nossa história, então, nós temos nesse setor muitas pessoas que também acreditam no setor do turismo. Nós temos, eu pertenço a um grupo que eles estão assim, em busca de projetos e isso é um grupo que não tem nada a ver com a iniciativa com o setor público, por vontade deles, por gostar da cidade, por querer promover a cidade. Então nós temos hoje dentro do turismo e da agricultura, nós temos um, eu diria, uma indústria, se nós quisermos. Basta alavancar. Então, o turismo é um setor que as pessoas vêm pra cidade, deixam o dinheiro e voltam pra casa. Nós não precisamos nos preocupar com creche, com habitação. É um setor que traz dinheiro. Os países desenvolvidos são os que mais fazem uso do turismo e da cultura. Então, é um setor que eu tenho paixão, eu acredito muito, já está aí, eu não tenho que trazer uma indústria, uma fábrica pra preparar o terreno, pra montar o equipamento, pra depois começar a gerar impostos pra cidade e emprego. O turismo já está aí. Precisa só ter alguém que acredite, alguém que seja o seu animador, pra que ele funcione”.

O que projeta a candidata em relação a segurança pública e a cooperação com as forças de segurança?

“Então, em primeiro lugar, é manter essa parceria com Polícia Militar, Polícia Civil. Hoje, uma das demandas que eu tenho feito as escutas é principalmente no interior, ampliar, levar o vídeo monitoramento, as câmeras de segurança pro interior, porque também precisa. Eu, como vereadora, fui uma das idealizadoras do primeiro projeto de câmeras de segurança em Urussanga. Conduzir audiências públicas que levaram a esse primeiro, a primeira implantação das câmeras de vídeo monitoramento, ou das câmeras de segurança, como assim as pessoas entendem melhor. Na ocasião, fizemos uma parceria com o Governo do Estado, era o projeto Bem-te-vi, não sei dizer hoje como é que estão todas, mas eu acredito que devam estar funcionando. E isso foi um avanço para a nossa cidade, uma cidade pequena, mas que já pode oferecer esse tipo de segurança para sua população. Quanto a isso, nós fortalecermos a Polícia Militar, trabalhar para trazermos mais efetivos, e considero que esse trabalho deles que está sendo feito em Urussanga é um trabalho positivo. Eu me considero que eu vivo em uma cidade que tem segurança e também não é só os equipamentos, mas é a sensação de segurança, é tu ter, sentir sensação de segurança, isso é importante”.

Com uma população cada vez mais longeva, consultas com especialistas, exames e remédios acabam sendo prioridades. Como pretende garantir que os serviços de saúde sejam acessíveis e eficientes para todos?

“Olha, o maior problema que nós encontramos hoje é a saúde. Algumas coisas foram anunciadas agora, né? Nesse período, mas assim, o que a gente vem escutando algum tempo é realmente a questão das filas nos postos de saúde. Então, e ali nós encontramos crianças, encontramos pessoas de idade, que estão ali pro médico, pra receita. Então, isso me fez lembrar até do tempo que eu era bastante jovem que a gente tinha o tal do INPS. Então, eu diria que nós regredimos. Esse, poder resolver esse problema para as pessoas não pode ser apenas em período eleitoral. Isso é um direito que tem que ser assistido o ano todo. Eu até costumo dizer que a gente não teria nem que discutir, tem que funcionar. Saúde tem que funcionar. Então, nós estamos oferecendo, dentro da nossa proposta e do nosso plano de governo a partir do ano que vem, o terceiro turno. O terceiro turno é uma jornada estendida, no período da noite, pra atender principalmente as pessoas que trabalham. Estamos oferecendo o telessaúde, o telessaúde vai ser um programa usando as tecnologias pra que as pessoas que precisem de uma de uma receita não tenham que pegar o número pra depois poder ir lá voltar pra pegar a receita. Então acho que já é, isso já vai melhorar muito a vida deles. Mas se reportando a questão da terceira idade, nós também estamos trabalhando pra oferecer pras pessoas da terceira idade um espaço aonde elas possam também passar o dia não apenas com a dança, que é muito importante, mas que ali elas tenham outras atividades, que elas possam interagir com outras pessoas, a gente percebe que o nosso idoso é muito sozinho, não estou dizendo que ele é abandonado, mas ele é muito sozinho, os filhos saem pra trabalhar o dia todo, retornam só à noite, às vezes cansado, e as pessoas idosas gostam de conversar. Então esse espaço seria um espaço pra eles se interagirem, desenvolver várias habilidades, artesanato, diversas coisas que eles tenham um dia produtivo na vida deles. É um dos projetos que a gente também pretende implantar aqui em Urussanga”.

Candidata, fique à vontade para externar suas principais bandeiras de campanha, os projetos que terão mais atenção

“Então, nós temos dentro do nosso plano de governo, mas como eu falei, ele é flexível, ele nunca estará pronto, né? Mas apresentando nesse momento, é dentro, por exemplo, do setor da agricultura. Eu e o Renato temos caminhado muito pelo interior e a gente ouve muitas demandas, principalmente em relação a equipamentos. O nosso agricultor, a maioria, eu diria, uma boa parte dos nossos agricultores tem o trator, mas muitas vezes demanda um equipamento, uma colheitadeira, um equipamento para virar a terra, e ele depende da prefeitura, às vezes, para esse equipamento. E esse equipamento nem sempre tem chego naquele período que ele precisa. Agricultura tem data para plantar, tem data para colher, o tempo pode ser um adversário dele por alguns dias, mas demanda, e quando isso acontece, acontece para todos, todos precisam naquele período. Então, eu e o Renato temos a ideia de, principalmente na região norte, concentrar em um espaço alguns equipamentos que vão ficar lá para atender a demanda daquela região, começamos por ali, é uma região que planta muito fumo, que tem muita fruticultura. Então, para que esse maquinário não fique andando mais na estrada do que lá na agricultura, lá no terreno, aonde ele possa servir aquele agricultor. Também ceder e deixar ali um pequeno caminhão e uma máquina para poder atendê-los. São projetos e que acredito que vai trazer para esse agricultor muito mais, bem mais facilidade, vai atender no tempo certo que ele precisa e isso vai fazer com que a produção tenha resultado. O resultado é para o agricultor, é para cidade, é para todos nós. Dentro desse plano do meio ambiente, que está junto com a agricultura, nós temos um projeto que fala da água. Um projeto que vai ajudar a proteger as nascentes de água e nós vamos dar incentivo para esse agricultor pra que ele cuide dessa nascente. Então a gente sabe que em Urussanga nós não temos nenhum rio de volume de água muito grande e a maior parte dos nossos rios são rios comprometidos por causa da mineração. Então nós temos que proteger principalmente as nossas pequenas nascentes. Isso é um trabalho pensando no futuro. Então, é um projeto bastante importante, vamos fazer parceria com o agricultor, com o proprietário de terra, para que a gente consiga manter e proteger essa água para o futuro das nossas gerações. Na educação, eu volto na questão da educação integral. Começamos a implantar em uma escola municipal de ensino fundamental. É um projeto importante, muitas vezes os pais têm as crianças na creche e ficam lá o dia todo, mas quando entram no ensino fundamental, eles ficam apenas um período. E daí o pai trabalha, nem todos têm condições de ter uma pessoa para ajudar, um funcionário para ajudar. Então, vamos começar a implantar esse projeto e que, no futuro, ele se estenda e atenda a todos. Isso é um modelo que existe na Europa e por que não podemos ter aqui? Outro projeto é ampliar uma creche que atenda crianças de zero a seis meses. Hoje existe uma, mas por exemplo no bairro Da Estação nós não temos, então os pais tem que botar a criança no carro, trazer aqui no bairro Das Damas, tem que vir buscar, é um pai que trabalha, vai pra frente, vai pra trás. Então queremos investir numa creche que atenda em outro ponto da cidade essa demanda da educação infantil. Dentro da infraestrutura, nós queremos trabalhar forte, eu e o Renato, no planejamento para buscar pavimentação. Hoje Urussanga está virando uma ilha, a gente conhece outros municípios que tem pavimentação do centro da cidade para todos os bairros, eu dou como exemplo Nova Veneza, Treze de Maio, quem passa por ali percebe que avançou muito, e nós não avançamos, por mais que tenha sido feito um pedacinho de asfalto aqui, um pedacinho de asfalto ali, nós temos que ter a ousadia de buscar recursos e quando começar, terminar. Então, para nós, o coração da prefeitura é o planejamento, é o setor que tem que produzir material, projetos, para que a gente possa bater na porta do Governo do Estado, do Governo Federal, porque a capacidade de investimento da prefeitura não é grande para isso. Então, nós temos que buscar, só que para ir buscar tem que ser com os projetos debaixo do braço. Não adianta a gente chegar lá, sussurrar no ouvido de um deputado, virou as costas e esqueceu. O projeto entregue, ele é protocolado e com o número a gente acompanha. E daí, eu vou dizer para o nosso eleitor, o que não nos falta na Stela e no Renato é vontade. Nós temos vontade, nós não temos preguiça e nós vamos botar o pé na estrada para buscar o que for melhor para a nossa cidade. Estamos nesse projeto porque nós queremos o melhor para nossa cidade. Eu e o Renato, nós temos a nossa vida feita. Nós temos os nossos filhos encaminhados. Nós nos colocamos nessa missão para ajudar a nossa cidade. Isso é um compromisso muito sério, para que as pessoas acreditem na nossa vontade, basta olhar a nossa história de vida. Nós temos uma história de vida pautada num trabalho público, o trabalho público é um trabalho aonde você serve as pessoas, quem trabalha no setor público trabalha para servir. Essa é a nossa missão e nós passamos, cada um de nós, 30 anos servindo. Então nós estamos preparados para servir a nossa cidade. E nós, com a nossa vida feita, não será nesse momento, depois de ter construído toda a nossa trajetória, que a gente vai querer ser governo para desonrar primeiro a nossa família. Eu, como mulher, sendo a primeira mulher prefeita, eu sei do tamanho da minha responsabilidade. Eu tenho que fazer um trabalho que seja exemplo, que traga resultado para que, no futuro, eu possa inspirar outras mulheres. É bem mais difícil para uma mulher estar num ponto desse porque ela não pode errar. É diferente de um homem. Urussanga tem 146 anos, até hoje, só os homens governaram Urussanga. Mas muitos erraram. Muitos não fizeram o bem feito. Mas passou, foi, se esqueceu. Agora uma mulher, não. Eu sei dessa responsabilidade. E estou preparada para ser a gestora da minha cidade. Eu e o Renato, pela nossa história, pela nossa trajetória, esse é o nosso passaporte para governarmos Urussanga. Nós dois somos mãos limpas e nós temos isso como um patrimônio, um patrimônio que nós herdamos dos nossos pais e que nós queremos dar continuidade”.

Pedido de voto e considerações finais

“Então, agradecer a Rádio Marconi, é um espaço importante para todos nós. A gente sabe da abrangência, aonde chega, até quero dizer aqui para vocês que depois do primeiro debate a gente chega em lugares bastante distantes e as pessoas ouviram. Então o eleitor está mais atento, o eleitor está mais preocupado, nós tivemos uma turbulência muito grande na cidade nesses últimos quatro anos, o eleitor está bem preocupado quem possa ser o seu gestor. Que bom, isso é muito importante. Então, eu e o Renato estamos levando mais uma vez a nossa experiência de vida para que o eleitor possa acreditar em nós dois. E que dia 6 de outubro, né, acreditem na Stela e no Renato, votem no 15, nós temos uma nominata muito importante de vereadores e também são pessoas de bem e que também estão na luta, estão trabalhando, estão buscando o voto, estão levando o nome da Stela e do Renato. Então, analisem com critério, analisem a história de vida das pessoas, é a forma de errar menos. Eu sempre disse isso para os meus filhos e tenho dito paras pessoas, analisem a história de vida. Stela e Renato são mãos limpas, é a mudança certa, é o que as pessoas esperam de uma cidade que está há quatro anos muito agitada. As pessoas querem paz, querem harmonia, querem tranquilidade na sua cidade”.

A cobertura das eleições 2024 na Rádio Marconi tem o oferecimento de:

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