A campanha eleitoral já iniciou e os candidatos seguem apresentando suas propostas para a população. Em Urussanga, há seis candidatos à prefeitura nas eleições municipais de 2024. Pensando em divulgar o que cada candidato pretende fazer no município se for eleito, a Rádio Marconi está promovendo uma série de entrevistas especiais. A ordem de entrevistas de cada candidato foi realizada através de sorteio com representantes de cada partido na tarde da última sexta-feira, dia 23. Fabrício Trevisol, do Partido dos Trabalhadores (PT), foi o sexto e último candidato a participar da entrevista. A conversa foi realizada nesta sexta-feira, dia 30, no qual o candidato teve 20 minutos para responder aos questionamentos elaborados pela equipe de jornalismo da emissora. Ouça a entrevista na íntegra realizada no programa Comando Marconi, apresentado pelo jornalista Joel Bernardo:
Confiras as repostas do candidato Fabrício, do PT:
Como tem sido o contato com a população nestes últimos dias?
“O contato tem sido muito melhor do que aquilo que a gente esperava. Esperávamos, por conta da questão partidária, não ser tão bem vistos, mas hoje o urussanguense se deu conta do que a gente precisa mudar e está enxergando na minha candidatura e na do Adroaldo essa mudança. Sabe que somos duas pessoas de reputação ilibada, duas pessoas que têm muito a contribuir com Urussanga e em todo lugar que a gente vai, eu costumo dizer que a gente é os candidatos que mais perdem tempo fazendo visitas, porque a gente toma um café, o pessoal às vezes se agenda, recebe com um churrasco e tem uma receptividade muito boa. As pessoas sabem que o mais importante do que siglas partidárias são as pessoas. E que nessa eleição, quem vai fazer a diferença é Fabrício e Adroaldo”.
Por que o senhor se considera preparado para ser prefeito?
“Bom, Joel, por que eu me considero preparado para ser prefeito? Primeiro pela minha trajetória profissional. Fui já funcionário concursado, trabalhei em dois bancos, trabalhei no maior banco da América Latina, no maior banco do Hemisfério Sul, trabalhei com negócios, sou advogado, sou professor universitário, trabalho com empresas em dificuldade financeira, trabalho com empresas prestadoras de serviço à administração pública, eu trabalho com licitações, trabalho para empreiteiras, agora estou afastado desde dezembro do ano passado, porque me afastei por conta da candidatura, mas eu conheço a administração pública e eu não estou caindo aqui de paraquedas. Jamais arriscaria o meu nome como profissional autônomo, como advogado, professor universitário, para vir aqui e não me mostrar preparado para isso. Eu entendo de economia, eu participo do Congresso Catarinense de Economia há muitos anos, vou lá, apresento artigos, tenho artigos publicados, já fui inclusive revisor de artigos para serem aprovados no Congresso Catarinense de Economia. Então a minha formação é multi, não é só no direito, não é só na economia, mas é na administração também como professor desse curso, como ex-bancário. E tudo isso me dá a crer que, juntamente com o Adroaldo, nós somos as duas pessoas mais preparadas, porque naquilo que eu não sou tão bom, por exemplo, eu sei que o Adroaldo é muito bom. E é por isso que a gente conseguiu construir essa chapa, que eu tenho certeza, é a melhor chapa de Urussanga”.
A transparência com o dinheiro público é algo primordial. Como o candidato pretende trabalhar isso, caso for eleito?
“É verdade. O que a nossa cidade sofreu nos últimos anos, talvez um dos pontos principais e o maior compromisso que o prefeito tem que ter é com a transparência, com o uso do dinheiro público. Por conta disso, eu pretendo seguir a cartilha do Tribunal de Contas, de prestação de contas, e publicar todo e qualquer ato administrativo. Eu quero fazer uma transparência 100%. Quando vir lá a nota, que é atribuída, eu ganhar a nota 10, não ser essa nota 7 que esse município tem recebido nos últimos anos. Mas, além disso, eu pretendo também instituir a publicação de todos os atos administrativos, toda despesa, para que a população possa também, junto com o administrador público, junto com esse prefeito, controlar todo o gasto. E aí, a gente vai ver que a corrupção também, ela pode ser combatida não só para o chefe do executivo, mas para eventuais outros funcionários que possam vir a cometer esse tipo de infração. A gente sabe que, às vezes, as pessoas que são colocadas lá para o cargo comissionado também fazem parte desses esquemas, tanto que a gente teve no afastamento do ex-prefeito, pessoas que também foram afastadas e que exerciam outros cargos. Então, nós temos que fiscalizar também esse tipo de atuação. Eu, Joel, em eventual administração, eu pretendo valorizar os funcionários públicos de carreira. Eu já fui funcionário público e eu sei que quem tem compromisso mesmo com a administração pública, com transparência, com honestidade dentro da administração pública, é o profissional de carreira, é o concursado. Por quê? Porque ele está ali independentemente da gestão. Ele sabe que ele não vai perder o emprego daqui um um ano, dois anos, ou no máximo quatro anos. Tanto que eu pretendo trabalhar com o menor número possível de cargos comissionados. Eu pretendo valorizar esses funcionários de carreira que, na verdade, têm uma grande experiência e conhecimento do nosso município, por vivenciar o município há muitos anos. Tem gente que está aí há 30 anos e não recebe uma valorização. Eu sei disso porque eu já fui, como eu disse, funcionário público concursado. Eu sei que às vezes nem sempre é o melhor que está ali gerenciando, sendo o chefe da equipe, por conta de política partidária. E por conta disso também, eu e o Adroaldo, a gente só aceitou fazer parte dessa chapa, de concorrer, se nós não tivéssemos nenhum compromisso político com ninguém ou qualquer outro partido. Eu não tenho um cargo prometido, não tem ninguém do meu partido que vai trabalhar na administração pública, ou que saiba que vai trabalhar, até porque como eu já te falei em uma outra entrevista, no nosso Partido dos Trabalhadores ninguém quer, então nós vamos ter que buscar profissionais fora. São muitas pessoas que são empresários, são profissionais liberais que já são reconhecidos, tem uma remuneração muito melhor da prefeitura, são aposentados, então que querem participar dessa transformação de Urussanga, mas não querem estar dentro da administração pública. Inclusive até uma pessoa que eu brinquei um dia eventualmente, ‘quem sabe tu vai trabalhar comigo e tal’. Aí depois eu disse, ‘é, mas não vai dar porque eu sei que o salário da prefeitura é incompatível com aquilo que tu ganha na iniciativa privada’. Mas a gente sabe que a gente pode contar com pessoas para ter um conselho, né? E vir participar da administração pública”.
Uma das demandas que Urussanga busca desenvolver todos os anos é o setor de Turismo. Você tem acompanhado essa área, e como vai fomentar o turismo considerando o potencial cultural e histórico de Urussanga?
“O turismo, como eu falei no nosso primeiro debate aqui, promovido pela Rádio Marconi, tem que ser o novo modal econômico da nossa cidade, para agregar renda a quem já tem renda e trazer novos mecanismos de arranjos produtivos, de arranjos econômicos, ou seja, fazer surgir novos negócios. Quando a gente fala em turismo e cultura, a gente costuma juntar as duas coisas dentro do arranjo, mas na verdade são duas coisas separadas, porque o turismo é aquilo que envolve mais infraestrutura. Então nós temos sim que cuidar da nossa infraestrutura, temos que rever toda a questão do nosso patrimônio histórico, nós temos que recuperar nosso patrimônio histórico, não só aquilo que está no público, mas na iniciativa privada. Eu pretendo conversar com os proprietários dos imóveis que são tombados, ajudar, se for o caso, a fazer a recuperação desses imóveis. Eu sei que não é fácil, porque é uma restauração que é cara, é difícil de se fazer, mas eventualmente a gente pode estar negociando a compra desses imóveis. A gente sabe que tem uma prioridade do Iphan, prioridade primeiro do nível federal, e depois estadual, e depois municipal, mas a gente pretende fazer esse elo, para restaurar esses imóveis. Imagina, como é que a gente pode ter, por exemplo, esse espaço da Vinícola Cadorin se perdendo ao longo do tempo? Aquela é a nossa história viva. Aquilo tem que ser um ponto turístico, tem que ser recuperado. E existem outros imóveis também. Mas, além disso, nós temos que embelezar a cidade. O turista quer vir para uma cidade bonita. Então, nós temos que reativar nosso horto junto com a Epagri. Temos que cuidar da nossa infraestrutura. Tem que ter um jardim bonito, limpo, as fachadas dos prédios bem cuidadas. Temos que ter infraestrutura no interior para buscar, mostrar para o turista, o Urussanga tem um turismo rural que é muito lindo. Esse final de semana eu estive no Belvedere, Joel, que coisa maravilhosa aquele Belvedere. Mas qual é o ponto turístico que a gente tem lá? Qual o turista que vai botar o carro na estrada para chegar até lá? Como é que o ônibus vai levar turista até lá se a estrada é péssima, se o caminho é péssimo? Então nós temos que cuidar também desses acessos. Então isso envolve infraestrutura. É claro que eu tenho um planejamento estratégico, um plano de marketing para ser desenvolvido. Eu já desenvolvi parte desse plano de marketing. Nós vamos contratar uma empresa especializada para fazer isso, criar roteiros, criar catálogos de produtos, criar uma agenda cultural, que se possa trazer, então, pelo menos, ônibus semanalmente para Urussanga, para atrair um grande número. E para isso a gente vai precisar também desenvolver a gastronomia. Nós vamos ter que movimentar o nosso centro com restaurantes, com bares, que possa trazer para o turista o seguinte, olha, eu vou ter atividade de manhã, de tarde e de noite. Então, se eu for para Urussanga, eu vou ter atividade em todos os períodos. Eu não vou lá só tomar um sorvete e vir embora. Eu vou conhecer uma história, eu vou conhecer uma igreja. O que atrai as pessoas no turismo, e no turismo com valor agregado, é o conhecimento das histórias. É isso que faz a gente pagar o preço de um vinho mais caro, pagar um ingresso para, de repente, conhecer um museu, conhecer outras atividades, como, por exemplo, os produtos artesanais, uma geleia diferenciada produzida por um produtor local. Isso é diferente. O cara não vem aqui para comprar geleia que está vendendo no mercado. Ele vem para comprar algo diferente. Nós somos a terra do vinho, mas a gente não tem em Urussanga uma wine store, uma loja só de vinhos. Então, final de semana ou domingo, o que ele vai fazer aqui? O que ele vem tomar? O que ele vem degustar? A gente não tem. E aí nós precisamos também de novos empresários. Ao contrário do que um certo jornalista disse aí, que eu sou contra a iniciativa privada, tu devia conhecer um pouquinho melhor da minha história. Por quê? Porque eu só trabalho na iniciativa privada. Eu larguei o público e vim para a privada. Eu ajudo os empresários e eu ajudo os empreendedores. Sabe? Então, tomar um pouquinho de cuidado e principalmente respeito às pessoas é fundamental nesse período de campanha”.
O que projeta o candidato em relação a segurança pública e a cooperação com as forças de segurança?
“Segurança pública é um tema muito importante, porque segurança pública é uma atribuição essencialmente do Estado, já que cabe a Polícia Militar e Polícia Civil ao Estado, mas a gente pode colaborar. Essa colaboração deve vir por meio principalmente de instalação de infraestrutura, câmeras, estou dizendo mais propriamente, mas podemos aderir a outras tecnologias, como por exemplo até o uso de drones, e monitorar principalmente os acessos da cidade, regiões centrais. Nós não podemos fechar os olhos para a questão do tráfico de drogas em Urussanga, que é crítico em alguns bairros. A questão de criminalidade, que também vem crescendo, a gente teve um assalto ontem também. Então, a gente pretende trabalhar de forma conjunta, fazendo investimentos, mas não criando custos fixos, por exemplo. Eu não pretendo criar guarda municipal, nada nesse sentido, mas sim colaborar com a Polícia Militar no uso de novas tecnologias”.
Com uma população cada vez mais longeva, consultas com especialistas, exames e remédios acabam sendo prioridades. Como pretende garantir que os serviços de saúde sejam acessíveis e eficientes para todos?
“Bom, primeiro de tudo, quando a gente fala de saúde, a gente tem que lembrar que saúde demanda recurso, dinheiro público. E a primeira coisa que a gente tem que fazer é olhar para dentro da própria máquina administrativa, rever tudo aquilo que é gasto público, rever aonde que o dinheiro público está sendo inutilizado, como, por exemplo, os aluguéis dos imóveis privados, que servem para a instalação de escolas, servem para a instalação de secretarias, entre outras estruturas. Então, primeiro nós temos que fazer uma reestrutura administrativa, enxugar essa estrutura, economizar recursos para direcionar onde precisa. E onde precisa é para o serviço público, para a saúde. E é daí que vai vir o dinheiro. Aí, é claro, nós temos que aprimorar nosso sistema de saúde, com certeza. O primeiro aprimoramento é criar uma central de agendamentos. Saber efetivamente qual é a demanda. Parar com essa história de que a pessoa lá com 70 anos de idade tem que ir para um posto de saúde às 5 horas da manhã, melhor dizendo, para pegar uma senha para agendar uma consulta. E nós temos que trabalhar também a questão da agenda. Depois que ela está marcada, nós temos que lembrar ao cidadão que ele tem aquela consulta. Porque às vezes a consulta foi marcada para aqui 3 meses, 4 meses, a pessoa esquece. É normal. Então o que tem que fazer? Tem que criar uma central e ligar, dizer para o pessoal, ‘olha, eu tenho essa consulta amanhã, daqui a dois dias’, para não se perder esse dinheiro. A gente tem aqui na nossa região, está em média 30% de faltas na questão do agendamento 30% de faltas, isso quer dizer 3 meses em um período de um ano, ou seja, de dois meses, na verdade, 4 meses, falando assim na média e isso também é uma das causas das filas e do desperdício de dinheiro público, porque aquele médico vai receber por aquela consulta que não foi feita, na maioria das vezes. Então a gente precisa também aprimorar tudo isso. E claro, buscar recursos junto a outros entes. Nenhum ente consegue se desenvolver sem conseguir recursos de outros entes. Ou ele busca no Estado ou busca na União. Isso é histórico”.
Candidato, fique à vontade para externar suas principais bandeiras de campanha, os projetos que terão mais atenção.
“Bom, primeiro eu quero fazer aqui, aproveitar o espaço da Rádio Marconi, que tem essa audiência incrível na nossa cidade, e esclarecer um ponto muito importante que gerou um barulhinho aí na cidade, tá? Que foi a história, né? Não foi a história, não, é a minha proposta de reaver o prédio do Monsenhor. Eu no último debate, que foi promovido em uma outra emissora de rádio, eu fui bem claro, muito bem claro nas minhas palavras, dizer que eu não pretendo fechar a escola, eu pretendo reaver o prédio. Por quê? Porque nós precisamos instalar as escolas públicas lá. Quem conhece a realidade das escolas públicas municipais de Urussanga sabe que nós temos desperdício de dinheiro público com pagamento de aluguéis. É só ir lá e verificar a situação, onde estão estudando as crianças do colégio que pertencem na comunidade do Rio Caeté e da Curva do S. As crianças do Curva do S estão lá num porão, alugado pela prefeitura. A escola Agenir Niclele também paga aluguel, sendo que nós temos aquele melhor espaço que está cedido à iniciativa privada. E muito contrário também do que vieram a me criticar, ao invés de você se preocupar com o seu próprio umbigo e só olhar para interesses pessoais, eu sou prefeito ou serei prefeito para olhar por todos, independentemente de quem for. Eu não vou privilegiar uma determinada classe. Filho de pobre também tem direito de estudar em uma melhor sala de aula, em uma melhor estrutura pública. Ele não tem que jogar bola em um campinho de brita. Ele também tem direito de se aproveitar daqueles prédios públicos. Então, antes de me criticar, conheça a realidade do município. Não vai só saber da história daquela escola privada. Vai saber e conhecer cada escolinha, cada creche do município e ver quais são as condições, quais são as condições que aqueles professores trabalham. Esses guerreiros da nossa educação que até 2021 colocava em Urussanga como primeiro lugar na Amrec, com nota 7 no Ideb. Verifique a situação. É muito fácil ter lá um espaço no jornal e me criticar. Mas vai conhecer, pega o espaço do teu jornal e faz uma matéria sobre isso. Critica também o prefeito, conhece a realidade do município. Eu estou aqui para fazer a diferença. Se for para fazer o mesmo, eu nem me candidatava. E se for para fazer o mesmo, volta qualquer outro candidato. Se alguém ficou, de repente, se sentindo prejudicado pela história do colégio, e é normal você se preocupar com essa razão, já que o colégio, de repente, tem que sair de lá, se instalar em outro lugar, eu quero dizer que lá nós também vamos gerar empregos. Como é que eu vou abrir uma escola e não vou gerar emprego? Vou colocar quem lá? Só as crianças? Não, vai ter professor, vai ter psicólogo, vai ter assistente. Te garanto que numa estrutura melhor do que aquela. Então nós temos que ter também um pouquinho de cuidado e respeito. Isso, como saiu também em um vídeo da cidade, eu, que sou um defensor da iniciativa privada, eu nem abri a questão da dívida daquela escola para com o município, porque eu não quis prejudicar ou manchar a imagem daquela sociedade empresária, daquela escola. Ao contrário do pai que se diz preocupado, falou dessa questão da dívida, mas não revelou o tamanho da dívida. Inclusive o prefeito municipal, quando eu perguntei lá no debate, ele não disse, não esclareceu no debate qual é a situação daquela escola. E eu quero dizer que eu como professor de direito administrativo, eu sei que aquilo lá foi gerado por meio de um contrato oneroso. Ninguém precisa me dizer. Eu assino o contrato, eu reviso o contrato, eu dou aula de como fazer um contrato. Eu quero saber o status desse contrato oneroso. Eu não venho para o rádio para falar besteira, eu não vou para a rua para falar besteira. O meu nome profissional é, acima de tudo, o meu maior patrimônio e aquilo que eu zelo. Porque se eu não ganhar a eleição, a minha vida continua como advogado, que é a minha principal função. Mas, além disso, para eu não perder muito tempo nessa história, eu quero dizer também que eu tenho outras prioridades, que é, por exemplo, a questão da nossa agricultura, que me deixa muito preocupado. A nossa agricultura familiar, hoje, ela tem uma média acima de 50 anos. Isso quer dizer que não está tendo uma sucessão nas propriedades rurais. E nós temos que olhar para o pessoal do campo. Nós temos que ajudar, nós temos que dar infraestrutura até que esses agricultores consigam caminhar sozinhos. Também fui criticado porque eu disse que a nossa agricultura era pobre. Talvez você devesse também dar uma olhadinha nos números da nossa agricultura e comparar com outros. O número de colheitadeiras que tem aqui em Urussanga, só a minha família, que é uma grande plantadora de arroz na região de Turvo, Meleiro, tem mais sozinha. Então pra ti ver que aqui não é competitivo, nós precisamos ajudar esses agricultores, nós precisamos ajudar com implementos, precisamos da infraestrutura para que se escoe essa produção. E mais do que isso, uma pessoa que queira montar uma queijaria lá no Belvedere, tem que ter a estrutura básica da água tratada até a sua propriedade para poder montar essa queijaria. Porque é simples me criticar, mas não vê que é o serviço mais básico. Água tratada, para todos, é um serviço básico. Eu nem deveria estar aqui falando sobre isso. É que nem a história do colégio, eu não deveria nem estar falando de eventual dívida. É uma questão de moralidade pública. O melhor prédio está cedido à iniciativa privada, ele tinha que estar na iniciativa pública. Tanto que todos os professores da rede municipal me apoiam. Inclusive, quero dizer, quem tentou me criticar isso aí foi um tiro no pé, porque o que eu recebi de mensagem, via Messenger, tá, me apoiando, foi uma coisa incrível, tá. Até eu quero pedir desculpa, assim, pessoal, não dá pra responder todo mundo, tá, porque, assim, eu não sou bancado por nenhum partido político, eu tenho que trabalhar, eu tenho audiência, eu tenho recurso pra fazer, mas eu agradeço enormemente pelo carinho. Além disso, tá, nós temos que pensar também que nós temos que produzir no desenvolvimento local, claro, atraindo novas empresas, fortalecendo o nosso comércio, mas tem que dar também condições para esse empresário vir até aqui. Ele tem que ter condições, ele tem que ter asfalto perto da sua fábrica, se não, até a sua entrada. Esse turista que vem para cá, quando ele vai para uma pousada mais no interior, tem que ser uma estrada asfaltada. Então nós temos diversas outras prioridades. O plano 13 que a gente começou a divulgar, ele é bem claro em relação a isso. São mais de 100 propostas que a gente está divulgando para a população. Eu queria dizer a todos que o Partido dos Trabalhadores, eu e o Adroaldo, nós é que bancamos a nossa campanha. Mas a campanha assim, minha e do Adroaldo, é nós dois que bancamos. Nós não temos dinheiro para imprimir isso e distribuir de forma impressa. Então nós estamos distribuindo em forma de PDF, tá, no WhatsApp, e vamos colocar em nossas redes sociais. Tá certo?”.
Pedido de voto e considerações finais
“Primeiro eu quero dizer que é um prazer sempre enorme estar aqui na Rádio Marconi. É um espaço privilegiado para todos que participam. Eu dependo muito do espaço de rádio, já que a nossa campanha não vai gastar com agentes de publicidade. Eu acho que é o único que não gasta com agências de publicidade. A gente não vai gastar 100, 200 mil de publicidade. Nem pensar, até porque nós não vamos recuperar esse dinheiro nunca. A gente quer que só para fazer contribuir com a cidade e vender a nossa mão de obra. Quero dizer que nós somos sim a melhor chapa, somos os melhores nomes, temos as melhores propostas, somos as pessoas mais honestas e probas. Por isso, eu quero que você, eleitor, lá no dia 6 de outubro, vote Fabrício e Adroaldo e vote também nossos vereadores para ajudar a mudar o Urussanga”.
A cobertura das eleições 2024 na Rádio Marconi tem o oferecimento de:




































