Além de causar constrangimentos por causa do barulho ao dormir, o ronco também provoca prejuízos no sono da pessoa. Isso porque quem ronca não consegue descansar bem por não estar respirando adequadamente. A doutora Fabíola Zanin, especialista em tratamento do ronco, destaca que o ronco é perigoso. “Porque ele pode estar envolvido junto à apneia do sono, que são as paradas respiratórias durante à noite. Então essas paradas respiratórias fazem com que a gente tenha aumento da liberação do hormônio cortisol, que é o hormônio do estresse”, explica.

Conforme a especialista, por conta desses picos de estresse, a pessoa pode ter aumento dos problemas cardíacos, aumento da pressão arterial e aumento na chance de desenvolver diabetes, além de outros problemas. “Aquela brincadeira do ronco a gente tem que começar a se policiar porque não é só o barulho, o barulho é um sinal de que algo não está bem, então o ronco é perigoso sim”, destaca. O assunto foi abordado em entrevista ao programa Comando Marconi com a doutora Fabíola. Ouça na íntegra:

Parte 01

 

Parte 02

 

Ficar deitado de barriga para cima prejudica a passagem do ar, o que consequentemente causa mais ronco. “Quando você deita de lado, a mandíbula volta para a posição normal e aí o ar consegue passar melhor e não fazer barulho”, esclarece Fabíola. Com o tratamento com um especialista, o paciente usa um aparelho intra-oral. “Ele vai projetar a mandíbula para frente, ele vai fazer com que aumente o espaço da via aérea superior, vai fazer com que o ar passe livremente e aí não fique se fechando, não fique fazendo aquele barulho e, o ar passando melhor, você oxigena melhor as suas células, oxigena melhor o teu corpo e você tem mais disposição no dia que acorda”, destaca a dentista. Esse aparelho intra-oral é indicado para pessoas que têm ronco leve a moderado.

Já no casos mais graves de ronco, os pacientes podem usar o CPAP. “É como se fosse um compressor de ar que você coloca ao lado da sua cama e ele sopra o ar na boca, para uma apneia mais grave, um ronco grave”, salienta a doutora. Conforme Fabíola, a vantagem do intra-oral é poder levar ele para outros lugares, como quando a pessoa tem que dormir em uma viagem de ônibus ou avião, por exemplo. No CPAP, essa situação não é possível.

Confira: