Para quem perdeu todos ou parte dos dentes e convive há anos com uma dentadura, os implantes podem representar uma alternativa para recuperar a estabilidade durante a mastigação e trazer mais segurança no dia a dia. De acordo com o doutor André Zavarise, isso é possível por meio do protocolo imediato, que nada mais é do que a instalação de quatro a seis implantes e a colocação dos dentes fixos neles. “O imediato é o quê? É quando a gente faz esse procedimento de instalação dos implantes e já bota os dentes fixos em até 48 horas”, falou. Segundo o especialista, na maioria dos casos, o paciente não fica sem dentes. Porém, isso depende de cada situação, sendo preciso avaliar se há osso, qual a densidade dele, a saúde do paciente e outros fatores. “Em alguns casos o paciente tem que usar uma dentadura provisória, quando a gente ainda não tem condições de colocar dente fixo em 48 horas. O paciente coloca os implantes e fica esperando a cicatrização desse implante de três a seis meses para, depois, colocar os dentes fixos”, explicou.

A técnica é especialmente procurada por pessoas que utilizam dentaduras há muitos anos. Zavarise ressaltou que a prótese inferior pode causar dificuldades de estabilidade, desconforto durante a alimentação e insegurança para falar ou sorrir. Os dentes fixos sobre implantes buscam justamente oferecer mais segurança nessas situações. Ainda conforme o especialista, pessoas com dificuldades para mastigar podem acabar evitando alimentos mais duros e fibrosos e optando por alimentos mais pastosos ou industrializados. O especialista ainda pontuou que a idade ou o tempo desde a perda dos dentes não determinam, por si só, a possibilidade de realizar o tratamento. A condição óssea precisa ser verificada por meio de exame.  Segundo André, até mesmo pacientes que perderam os dentes há décadas podem apresentar condições para receber implantes. “Uma cirurgia de protocolo, em média, dura uma hora e meia, duas horas no máximo, dependendo do caso. Mas o anestésico que a gente utiliza hoje em dia é um anestésico muito potente, então aquela história que não vai pegar anestesia, que eu vou sentir dor, a partir do momento que a gente anestesia, o paciente não sente mais nenhuma dor, vai sentir pressão, uma sensação, mas dor nenhuma”, reforçou.

O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista ao programa Comando Marconi. Ouça na íntegra:

 

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