O câncer de rim é agressivo e é o terceiro tipo mais comum no trato geniturinário. A doença pode afetar tanto homens como mulheres, e possui uma alta taxa de mortalidade. O Dia Mundial do Câncer de Rim é lembrado nesta quarta-feira, dia 18, e tem o objetivo de alertar para o diagnóstico precoce e tratamento da doença. De acordo com o doutor Vicente Codagnone Neto, membro da Disciplina de Câncer de Rim da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o avanço da tecnologia permitiu que a doença seja identificada nas fases iniciais. Exames como os de imagem, ultrassom e tomografia possibilitam com que as massas renais sejam observadas antes que o câncer progrida ainda mais. “Essas massas renais, que antes eram diagnosticadas em um estágio mais avançado, hoje são mais diagnosticadas em tumores mais iniciais, favorecendo com que seja feita uma cirurgia mais preservadora e que traga maiores chances de sobrevida ao paciente”, salienta.
Conforme o especialista, há fatores associados que contribuem para o risco do aparecimento do câncer de rim. “Exclusivamente nós temos três fatores que são muito importantes nós citarmos aqui, que é o tabagismo, então cigarro, cigarro eletrônico, cachimbo, charuto, o tabagismo contribui bastante na incidência do câncer de rim. A obesidade também é um fator que contribui bastante, o sedentarismo, que leva à obesidade, e a hipertensão arterial sistêmica”, explica. “Nós temos outras causas como história familiar, fator genético, a insuficiência renal crônica em pacientes que fazem hemodiálise, aqueles pacientes que têm exposição a algumas substâncias tóxicas como aminas aromáticas, benzenos, então eles têm uma predisposição maior para ter câncer de rim”, acrescenta o doutor.
Vicente salienta que é preciso manter uma rotina de check-up para identificar a doença, principalmente a partir dos 50 anos. “O câncer de rim tem um pico de incidência dos 60 anos, 66 anos. Então, é importante eles estarem fazendo essa avaliação com o médico, uma avaliação anual”, frisa. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com o doutor Vicente no programa Ponto de Encontro. Confira mais:
Em muitos casos, os sintomas aparecem quando o câncer já está em uma fase mais avançada. “O tumor de rim quando dá sintomas, dá sangramento, é porque ele já está atingindo outras estruturas próximas do sistema coletor. Por exemplo, o rim acaba filtrando a urina, então sai sangue pela urina, ou aquela dor que dá no flanco pode estar relacionada ao câncer de rim também, geralmente uma doença mais avançada, perda de peso, pode estar relacionada a um câncer também”, comenta. Sobre um tratamento, Neto salienta que a retirada do rim é a última alternativa. “Quando nós fazemos esse diagnóstico precoce das lesões renais, nós conseguimos pôr a ideia de sempre preservar o rim ao máximo”, reforça.
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