Celebrado no dia 2 de julho, o Dia Nacional do Bombeiro faz uma homenagem aos homens e mulheres que dedicam suas vidas para proteger todas as pessoas em situações de risco e emergência. A data foi criada por Dom Pedro II, que viu a necessidade de ter alguém para combater os incêndios que ocorriam na época. Ao longo dos anos, a profissão foi se aperfeiçoando, hoje, atendendo diversos tipos de sinistros. De acordo com o soldado Alessandro Oliveira, responsável pela comunicação social, instrução e ensino do Corpo de Bombeiros Militar de Urussanga, existem diferentes tipos de bombeiros. “Todos eles têm a função de prestar um atendimento emergencial às pessoas”, destaca.

O mais conhecido é o bombeiro militar, profissional concursado pelo estado. Além disso, existem os bombeiros comunitários e os voluntários, e o civil profissional. “Nós temos o bombeiro comunitário, que ele presta serviço conosco nos atendimentos. Ele é formado por nós, bombeiros militares. Então, ele faz um processo seletivo, ingressa, faz o curso e depois está apto a nos auxiliar nos atendimentos de ocorrências”, explica, acrescentando que Urussanga possui, atualmente, 50 bombeiros comunitários. Já os bombeiros voluntários são formados por outra instituição, mas tendo a base parecida com a do comunitário. “Existe o bombeiro civil profissional, que também é um outro tipo de bombeiro, essa profissão a gente encontra em shopping, estádios, que são mais voltadas na iniciativa privada”, esclarece.

No caso do bombeiro militar, a formação envolve algumas etapas além do concurso público. “O processo seletivo do concurso público dura em torno de seis meses. São algumas etapas, dentre elas a prova teórica, o exame de saúde, que são vários, é necessário fazer uma entrega de vários exames de saúde, o teste físico, teste de aptidão física para avaliar se tem a capacidade mínima que a instituição exige. Depois, tem também o teste psicológico, teste toxicológico, a entrega de documentos e uma investigação social”, conta. “Isso são as fases do concurso. Após você passar dentro do número de vagas, você iniciará o curso de formação de bombeiros. No caso, hoje é o curso de formação de praças. Então tem a duração média de oito meses, de forma em que você integralmente estuda”, complementa Oliveira.

O interesse de Alessandro em se tornar um bombeiro militar surgiu ainda na época de escola. O soldado conta que, quando mais novo, tinha o sonho de ser policial militar. Porém, em uma visita dos bombeiros na escola, esse sonho mudou. “Por isso que nós temos uma participação muito ativa nessas crianças, para que, assim como eu fui, digamos, um dos contemplados em descobrir essa profissão através da escola, sempre que possível, a gente faz visita às escolas para se inteirar com essas crianças e possibilitar de sonhar também com isso”, comenta. Alessandro ainda fala que, após se formar na escola, decidiu se tornar um bombeiro comunitário. “Ali eu tive certeza de que era o caminho que eu queria seguir, principalmente a questão de poder auxiliar às pessoas, eu acho que é uma das virtudes de a gente poder auxiliar às pessoas nos momentos em que elas mais precisam”, diz. Assim, o soldado prestou concurso público e hoje é bombeiro militar.

O programa Ponto de Encontro abordou mais sobre a importância da profissão em entrevista com o soldado Oliveira. Ouça mais na íntegra:

 

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