O Dia Mundial da Voz foi lembrado no último sábado, dia 16. Instrumento poderoso de interação na sociedade, o tema esteve na pauta do Ponto de Encontro. O programa abordou sobre a importância e cuidados com a voz, especialmente para profissionais de comunicação e outras profissões que a utilizam como meio de trabalho. Saiba mais sobre o assunto na entrevista completa com a doutora Ana Carolina Constantini, membro do departamento de Voz da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e especialista em voz. Ouça:
Conforme a especialista, a data foi originada no Brasil e depois foi se espalhando para outros países. O dia serve para lembrar sobre a importância e alertar as pessoas a saberem como está a sua própria saúde vocal. A campanha também acende o alerta para o câncer de laringe, onde muitas pessoas podem ter sinais que indicam o problema e não sabem. Como é o caso da rouquidão, ou outras alterações, na voz sem uma origem aparente. Por isso, o recomendando é que um especialista seja consultado após notar qualquer alteração anormal na voz.
A doutora Ana Carolina também apresentou algumas dicas para cuidar mais da voz. A mais essencial é se manter hidratado, já que as pregas vocais devidamente hidratadas mantém uma qualidade melhor da voz. Além disso, quando a pessoa tiver grande demanda vocal, o recomendado é fazer um aquecimento, para não causar impactos ou traumas, evitando que haja uma perda da qualidade da voz ao longo prazo. Isso é o que muitos profissionais que fazem o uso constante da voz fazem, como professores, por exemplo, que precisam falar mais alto durante as aulas.
Outra dica é ter uma boa noite de sono, já que neste período os músculos da laringe e as pregas vocais repousam. “Dormir bem é uma potencialidade para cuidar da voz”, frisou Ana Carolina. Por causa do sono, é comum que as pessoas acordem com a voz mais grave do que o habitual, já que as pregas vocais e músculos podem ficar mais inchadas. Há também certos hábitos e costumes que devem ser evitados para não prejudicar a voz, como fumar. O cigarro, além de prejudicar a voz, também aumenta as chances da pessoa desenvolver um câncer na laringe. Caso a pessoa descubra o problema de forma tardia, a probabilidade da perca total da laringe é imensa.

“A nossa voz também se modifica conforme nosso estado emocional. Então se eu estou mais nervosa, se eu estou mais calma, a minha voz também pode se modificar, vamos supor que estamos em uma conversa que vai entrando em uma situação emocional que você acaba se descontrolando, a voz pode oscilar, porque eu não consigo mais controlar”, ressalta a especialista. Conforme Ana Carolina, se há oscilação na voz mesmo não estando em situações emocionais, é importante que a pessoa busque um profissional.
Para a doutora, a voz é a identidade. Ela que identifica e diferencia as pessoas. Por isso, existem muitas pessoas que não se identificam com a sua voz e que não gostam dela. Com o avanço da ciência, medicina e tecnologia, é possível fazer mudanças na voz e deixar de uma maneira em que haja identificação com ela. Além disso, também há técnicas de aprimoramento vocal, onde o paciente, junto com um fonoaudiólogo, desenvolve maneiras de usar a sua voz de uma forma que não a prejudique e que não tenha desgastes.



































