Uma imagem é capaz de transmitir diversas informações, principalmente quando quem fez busca destacar o sentimento. É por isso que o fotojornalismo é tão importante para a área. Toda essa relevância é lembrada em 2 de setembro, quando se é comemorado o Dia do Repórter Fotográfico. Para Ulisses Job, profissional do ramo, o fotojornalista precisa registrar os dois lado de uma história. “O repórter fotográfico tem que expressar as duas coisas que estão acontecendo, tu não tem lado”, disse. Para falar ainda mais sobre a profissão e sua importância, o programa Ponto de Encontro realizou uma entrevista especial com Ulisses. Ouça na íntegra:
Natural do Rio Grande do Sul, Ulisses ganhou a sua primeira câmera fotográfica aos 12 anos de idade. Ao ganhar ela, Ulisses foi correndo para a rua fotografar as pessoas e a rua. “Quando eu cheguei, ali na rua tinha um acidente de carro e eu peguei e registrei aquele acidente ali”, relembrou. No outro dia, o motorista envolvido no acidente pediu os negativos da foto. Depois de dois meses, o mesmo motorista retornou para devolver os negativos, disse que ganhou a causa sobre o acidente e ainda deu dinheiro para Ulisses, já que as fotos o ajudaram. Nessa época, algo já despertava Ulisses para o fotojornalismo.
Porém, foi quando se mudou para Santa Catarina que a profissão ganhou ainda mais força. Através de um colega jornalista, David Coimbra, Ulisses passou a trabalhar no Diário Catarinense. Nessa época, o jornalista aprendeu ainda mais sobre a fotografia. “É uma coisa importante para o repórter fotográfico, saber e conhecer a luz, saber qual luz vai clicar e tudo, para poder ter domínio da câmera e poder ficar mais atento nas reportagens que estão acontecendo”, disse. Para Ulisses, um dos seus principais trabalhos foi a cobertura da greve dos mineiros em 1988.
Atualmente, Ulisses é repórter fotográfico freelancer e atua fotografando diversos fatos, desde mobilizações a jogos do Criciúma. “O repórter fotográfico tem que se diferenciar, ele tem que contar a história em menos fotos possíveis. Se for possível contar em uma foto”, afirmou, acrescentando que, anos atrás, no jornal impresso, no máximo eram utilizadas duas fotos por profissional. “Em tudo eu tento sempre registrar aquele melhor momento, isso faz parte do fotojornalista”, salientou.




































