Gostar de cálculos, estar no meio do campo e ter muita paciência. É assim que os engenheiros agrimensores Carlos Sorato e Kamila Carvalho Dos Santos definem a profissão. Na área, os profissionais são responsáveis por fazer as medições dos terrenos. O trabalho já foi mais complicado, mas com o avanço da tecnologia os engenheiros contam com diversas ferramentas e equipamentos que os auxiliam. O Dia do Engenheiro agrimensor teve sua importância lembrada no último 4 de junho. Para destacar mais sobre a profissão e os desafios, o programa Ponto de Encontro realizou uma entrevista especial com Carlos e Kamila. Ouça na íntegra:

 

Carlos, que está na profissão há mais de 30 anos, conta que no início eram mais utilizados o teodolito, uma espécie de bússola. Hoje, é mais comum usar outras tecnologias, como o GPS e até mesmo drones. “Também os programas de cálculos, os programas de desenho, isso facilita um monte, tu consegue fazer um trabalho com mais segurança e muito mais confiável”, destaca. Para Kamila, além de entender sobre cálculos, também é preciso força de vontade para atuar como engenheiro agrimensor.

Para os dois profissionais, o agrimensor muitas vezes atua como um intermediador, principalmente quando envolve propriedades de famílias. “Isso é muito difícil porque aquela pessoa já se adaptou àquela linha divisória do terreno dele. Muitas vezes não é dele, mas ele tá ali há duas, três gerações”, comenta Sorato. Segundo Kamila, é bom que o agrimensor vá medir o terreno com a pessoa e vizinhos dela, para confrontar as medidas. “Não é a gente que diz onde é o terreno, e sim o proprietário, os vizinhos e a gente vai cadastrar com o GPS”, afirma Kamila. “A gente sempre diz que nós somos a primeira engenharia a chegar no projeto, porque ela faz o estudo, faz a coleta de dados para que seja implantado o objetivo daquilo, ou uma empresa, ou uma colonização, ou uma rodovia, ou uma barragem”, exemplifica Carlos.

Confira a entrevista realizada em vídeo: