O município de Urussanga foi condenado a reduzir a fila de pacientes que estão aguardando atendimento com psicólogos, tanto pela Secretaria de Saúde como pela Secretaria de Educação. A decisão da Justiça, que atendeu ao pedido do Ministério Público de Santa Catarina, foi divulgada no último dia 1º de agosto. Em entrevista, a secretária de Administração, Andresa Baldessar, explicou que a ação é de novembro de 2022. Segundo a secretária, há 171 pacientes aguardando pela área da saúde e mais 50, em média, da educação.

Na decisão da Justiça, o município tem 60 dias para reduzir a fila de espera. Conforme a sentença, o prazo de espera não poderá superar 15 dias para casos classificados como urgentes e 90 dias para os demais. Andresa explicou que a prefeitura tem, atualmente, 11 psicólogos, sendo quatro relacionados aos programas federais, sendo Creas, Cras e Caps, e os outros sete divididos entre saúde e educação. Porém, segundo a secretária, os pacientes atendidos por psicólogos precisam fazer acompanhamento semanal ou quinzenal. “É por isso que a gente tem esse represamento e que o município tem que encontrar soluções para resolver”, destacou.

Além disso, Andresa ainda comentou que existe uma lei que exige psicólogos nas escolas. Em Urussanga, há dois psicólogos que fazem esse tipo de trabalho. Conforme a secretária, esses profissionais não fazem atendimento clínico, mas sim reuniões em grupos e outros atendimentos com os alunos. Com isso, dos sete psicólogos disponíveis para as áreas da saúde e da educação, dois estão realizando esse trabalho. Além dessa questão, foi verificado que há profissionais contratados como rede, mas que estavam atuando dentro do Cras. “Então a gente abriu o processo seletivo para resolver essa situação e poder ampliar a quantidade de profissionais atendendo”, explicou Andresa.

O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com a secretária Andresa no programa Comando Marconi. Ouça na íntegra:

 

Para atender ao pedido do MPSC e da Justiça, o município de Urussanga está realizando um plano para apresentar as ações que estão sendo feitas. Conforme Andresa, o plano está sendo desenvolvido desde o dia 1°, quando a decisão saiu. “A ideia é que se amplie profissionais para fazer atendimento clínico e aí sim a gente ter essa fila com fluidez, para que não aconteça de chegar, a gente entende que está certa a demanda do judiciário, o município tem que dar um jeito”, disse.

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