A enchente do Rio Grande do Sul entrou para a história como um dos mais devastadores desastres naturais que atingiu o estado. “Infelizmente o Rio Grande do Sul passa por um momento sem precedentes, tivemos diversos associados atingidos que perderam, lavouras, máquinas, e tiveram suas casas invadida pela força das águas. A Cooperja cedeu um espaço de sua indústria em Santo Antônio da Patrulha/RS para que os voluntários, vindos de Balneário Camboriú, possam trabalhar mais próximos de Porto Alegre, e assim poder levar a quem precisa o necessário para sobreviver neste momento tão difícil. Queremos que as pessoas continuem doando e mantenham o sentimento de voluntariado e a vontade de ajudar, estamos recebendo doação das mais diversas formas e não podemos parar, tem muito a ser feito”, destacou o diretor Corporativo da Cooperja, Vinicius Cechinel de Moraes.

Ele salienta ainda sobre todo trabalho que está sendo feito. “Além das doações que a Cooperja recebe, temos feito contrapartida com recursos próprios, além de ceder o espaço estamos recebendo doações de nossas filiais, e doações em dinheiro através de uma chave pix, onde os associados podem também doar em arroz que vamos converter em dinheiro, que está sendo usado para compra de mantimentos. O cooperativismo é feito da união de pessoas e este é o momento de mostrar nossa cooperação, nosso interesse pela comunidade”, explica.

O representante comercial da Cooperja, Rodrigo Veiga, está a frente dessa grande ação, movendo grande número de empresários para ajudar e doar neste momento. “A Cooperja nos cedeu o espaço para montarmos um alojamento que é base de distribuição de mantimentos, e logística de resgate. Nosso trabalho é angariar recursos de várias frentes tanto combustível, alimentos, medicamentos, água, roupas, cobertores, kit de higiene, tudo isso com ajuda de empresários e a própria Cooperja. Nosso intuito não é promoção, e sim solidarizar, pedir ajuda ao empresariado brasileiro. É um trabalho que está só começando, e passará por várias etapas: Depois do resgate e alojamento tem a limpeza das casas, os móveis e com tudo que aconteceu estão vindo as doenças estamos precisando de medicamentos. É um cenário que precisamos do apoio e ajuda de todas as pessoas. E nós ficaremos aqui o tempo que for necessário, mas precisamos manter este povo suprido das necessidades básicas para se manterem”, solicita Veiga.

Mais de 2 mil marmitas/dia

Outra grande ajuda chegou e se encontra no pátio da cooperativa em Santo Antônio da Patrulha/RS é uma carreta/cozinha toda equipada, onde estão sendo produzidas até duas mil marmitas por dia. Esta ajuda, juntamente com doações de toneladas de alimentos foram feitas por um empresário catarinense. Mas segundo Rodrigo essa cozinha precisa se manter com as doações de alimentos para fabricação de marmitas aos abrigos.

Recebimento e triagem das doações

Todas as doações que chegam na indústria estão sendo levadas para o centro de Triagem que fica em Cachoeirinha/RS, onde os voluntários fazem a separação por tamanho e gênero, juntamente com kit de higiene pessoal, alimentos, roupas de cama e cobertores. Além de colchões e travesseiros.  Todas as doações são mapeadas e destinadas para as famílias que estão nos abrigos.

Colaboração: Aline Somariva / Assessoria de Imprensa