No plano safra 2021/2022, lançado recentemente, foram divulgadas novas regras, novos limites, taxas de juros e quantidade de recurso que serão disponibilizados para diversas linhas de crédito, para serem aplicadas em operações de custeio, investimento e comercialização. Como é período de pagamento dos custeios da safra que está encerrando, há uma necessidade de agilizar a contratação do custeio para nova.
Segundo técnico responsável por operacionalizar as operações de crédito da Cooperja com os bancos, Marcelo Mezzari, as regras passam a valer a partir do dia 1°, quando oficialmente se inicia a nova safra, e os novos recursos estarão de fato disponíveis. Dentre as mudanças anunciadas, acredita que as que mais interessam aos agricultores da região e também a Cooperativa são:
– Aumento na taxa de juros, ficando média 20% maior que na safra que está terminando, ficando entre 3,0% e 8,5% ao ano. Já era esperado, diante de um cenário de tendência de alta na taxa Selic, as taxas para operações a serem contratadas a partir de 1° sofrerão aumento. Para Agricultura familiar passou de 2,75% a 4,0% para 3,0% a 4,5% ao ano, dependendo do enquadramento e da linha de crédito tomada;
– Renda bruta para enquadramento nas linhas Pronaf, Pronamp e demais produtores também foi alterada. A renda bruta do agricultor é que o direciona para linha que ele vai poder tomar recurso. A do Pronaf, por exemplo, passou de R$ 415.000,00 para R$ 500.000,00 anual;
– Aumento no limite individual para tomada dos recursos. No Pronaf, por exemplo, que é onde boa parte dos agricultores da região se enquadram, o limite para operações de investimento aumentou de R$ 165.000,00 para R$ 200.000,00 por ano/safra;
– Para as linhas de crédito disponibilizadas para Cooperativas, as regras são em parte as mesmas das ofertadas aos produtores, dependendo da aplicação do crédito (Capital de giro, Industrialização, investimento, etc), origem dos recursos e enquadramento (Livres ou Controlados, Pronaf ou Demais).
– Plano safra também prevê recurso para subvenção de seguros agrícolas, outras linhas de créditos mais específicas, que demandariam termos em mãos o plano completo, que deverá estar disponível nos próximos dias. “Nele são anunciadas as novas regras para contratação de operações agrícola para o ano/safra inicia em julho. Estas regras são as que os bancos se baseiam para o fornecimento empréstimos, seja direto ao produtor ou através de sua Cooperativa. Assim como os produtores, a Cooperja está sujeita as estas regras e demanda da tomada de recursos, seja para aquisição de insumos, para capital de giro, para industrialização e para investimento”, explica Mezzari.
Colaboração: Aline Somariva / Assessoria de Comunicação






































