O Conselho Deliberativo do Criciúma decidiu, em reunião realizada na noite desta terça-feira, dia 10, convocar eleições para o cargo de vice-presidente administrativo. A posição está vaga desde a renúncia de Vilmar Guedes, ex-presidente do clube. Com isso, Alexandre Farias, que anteriormente ocupava a vice-presidência, assumiu interinamente a presidência, já que irá tomar posse em março na Confederação Brasileira de Tênis (CBT).
Anteriormente, foi analisada a possibilidade de uma renúncia coletiva da atual diretoria. Nesse caso, o Conselho poderia convocar eleições para todos os cargos. No entanto, a mesa diretora do Conselho entendeu que a medida poderia gerar insegurança jurídica.
“É uma coisa que não é juridicamente segura. Comentei aqui que algum sócio inquieto poderia judicializar o processo. Em princípio, a renúncia tem que ser agora. Fazer uma renúncia a posteriori não faz muito sentido. Mas, voltando ao estatuto, ele é bem claro: diz que, havendo vacância no cargo, é minha obrigação, como presidente, convocar a eleição. Como o Pavei (vice-presidente de patrimônio) e o Minotto (vice-presidente financeiro) não renunciaram, não tem como eu lançar o edital hoje”, explicou Guilherme Búrigo, o Gareu, presidente do Conselho Deliberativo do Criciúma.
O edital para a eleição de vice-presidente administrativo será publicado ainda nesta semana. Após a divulgação, os candidatos terão até dez dias para registrar suas candidaturas. A data da eleição, no entanto, ainda não foi definida. “Eu tinha pensado em fazer exatamente no dia 13 de janeiro, mas um conselheiro sugeriu que, talvez, fosse melhor esperar um pouco mais para evitar fazer a eleição logo na estreia do Catarinense. Confesso que vou pensar com carinho essa ideia, mas, com certeza, realizaremos a eleição em janeiro”, disse Gareu.
O presidente interino do Criciúma, Alexandre Farias, não esteve presente na reunião desta terça-feira, por conta de compromissos com a Confederação Brasileira de Tênis. No entanto, o mesmo se manifestou sobre a decisão do Conselho Deliberativo. “A Assembleia é soberana. Decisão de Conselho Deliberativo precisa ser respeitada, ainda que não era o que havíamos convencionado. Que venha a eleição e os candidatos se apresentem”, disse. “Seguimos na transição sem qualquer problemas pensando única e exclusivamente no Clube”, completou Farias.
De Marco Antonio Medeiros



































