O aumento da informação sobre transtornos do neurodesenvolvimento tem levado cada vez mais famílias a buscar orientação especializada para compreender os desafios enfrentados por crianças e adolescentes. Com a proposta de unir acolhimento, sensibilidade e atendimento multidisciplinar, a Neuroaprender é uma clínica de neurodesenvolvimento e aprendizagem em Urussanga. “O meu foco é o acolhimento e a sensibilidade, porque eu acredito que, sem isso, tu não consegue um bom resultado. Tu pode ser uma pessoa estudada, uma pessoa muito inteligente, mas tu está lidando com famílias frágeis, então tem que ter esse cuidado”, disse a fundadora da Neuroaprender, Cibele Zanelato, que é neuropsicopedagoga e especialista em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e estratégias naturalistas. Cibele é mãe de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e mudou de profissão para contribuir mais com as famílias. “As famílias se identificam mais também porque elas sabem que você também passou por aquilo, então, eu acho isso muito importante”, pontuou.

Ao ingressar na clínica, o primeiro momento é de conversar com a família. “Entender o porquê a família está buscando atendimento e daí a gente parte para algumas questões que são prioridade, como, por exemplo, fazer uma anamnese mais aprofundada, conhecer essa criança, o contexto familiar, escolar. Depois a gente parte para avaliações dentro do que a família busca ou que a gente, de maneira clínica, observa, faz as intervenções”, explicou Cibele. Além de uma neuropsicopedagoga, a Neuroaprender conta com psicóloga, nutricionista e fisioterapeuta, incluindo outras especialidades. Iany de Oliveira, especialista em Fisioterapia Neurofuncional na Infância e Adolescência, salientou o papel da família durante o acompanhamento. “Não adianta eu traçar um objetivo meu que não está aliado com o da família. A família também tem que estar engajada no tratamento”, falou, acrescentando que as terapias são individuais para cada criança e adolescente atendido na clínica.

O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista no programa Ponto de Encontro. Ouça na íntegra e saiba mais:

 

Em entrevista, Iany explicou que o desenvolvimento neurológico está muito ligado ao desenvolvimento físico e motor da criança. “A gente atua desde os primeiros meses de vida, acompanhando a criança, o seu desenvolvimento, os marcos motores, aquisição desses marcos”, contou. Além de pacientes com TEA, a Neuroaprender atende crianças e adolescentes com outras neurodiversidades. “As famílias vão encontrar uma estrutura muito boa para acolhimento. A gente tem a sala de fisioterapia toda equipada, um espaço com grama sintética, tem a sala de apoio também, que é uma sala mais lúdica, tem a sala da psicóloga, da nutricionista, da neuropsicopedagoga”, destacou Cibele. “A gente tenta, dentro do nosso estudo, das nossas técnicas, fazer de tudo para ela ter um convívio, um desenvolvimento bom, esperado, dentro de onde ela vive, que é onde? É em casa, na escola, no convívio com a sociedade”, acrescentou. “O convívio das crianças, das famílias, não é ali dentro da clínica, é fora. Então, isso tudo faz parte”, pontuou.

A Neuroaprender fica próximo ao Colégio Monsenhor, em Urussanga.

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