As hemorroidas fazem parte da estrutura anatômica do ser humano. Elas estão localizadas dentro do canal do ânus e são como pequenos “travesseiros”, compostos por veias e artérias. De acordo com o doutor Rodrigo Biazus, presidente da Associação Catarinense de Coloproctologia, quando as hemorroidas apresentam sintomas, o termo correto é doença hemorroidária. “Os sintomas da doença hemorroidária se caracterizam pela dilatação desses vasos, ao mesmo tempo que ele começa a descer do canal anal e se exteriorizando via anal. Ou seja, esses coxins vasculares, que são fixos na parede por pequenas fibras musculares, começam a se dilatar e, ao mesmo tempo, descer por fragilidade muscular, aí se começa a ter sintomas”, explica o especialista.
Entre os fatores para o aparecimento da doença, o doutor destaca que há certa influência genética. Existe também o hábito intestinal, além de algumas práticas que podem influenciar o surgimento do problema. É o caso de ficar muito tempo sentado no vaso sanitário, muito tempo sentado em uma cadeira e até mesmo muito tempo em pé. No caso da alimentação, o recomendado é ter uma dieta rica em fibras, que vai auxiliar no amolecimento das fezes, além de uma hidratação adequada. O assunto foi destaque em entrevista no programa Ponto de Encontro com o doutor Rodrigo. Ouça na íntegra:
No caso da doença hemorroidária interna, o principal sintoma é o sangramento. Nesse tipo, existem quatro estágios da doença. De acordo com o especialista, no grau um o paciente apresenta sangramento; no grau dois, a hemorroida volta para a região anal espontaneamente após um tempo; no grau três, o paciente precisa empurrar manualmente para voltar no lugar; e no grau quatro, a hemorroida fica totalmente exteriorizada. “Quanto mais ela vem para fora, mais ela inflama, mais ela sangra. Então é necessário fazer uma consulta, porque muitas vezes ainda está em uma fase de se evitar uma cirurgia. Existem alguns tratamentos que evitam cirurgia e, ao mesmo tempo, fazem um diagnóstico diferencial de doenças mais graves”, salienta o coloproctologista.
Na questão da higiene, o doutor destaca que o ideal é sempre utilizar a água ao invés de outros métodos, como o papel higiênico. No caso de não ser possível se lavar, o recomendado é usar um papel que seja mais macio, sem esfregar a região. Além disso, é possível também usar lenços umedecidos, desde que eles não tenham muitos produtos químicos em sua composição, como álcool ou perfumes. “Em regra geral, se lavar é o padrão ouro, porque você não vai machucar, não vai traumatizar a região anal”, explica.



































