Conhecida por ser silenciosa para quem está em volta, a depressão é um transtorno que incapacita diversas pessoas. De acordo com o doutor Gabriel Seemann De Abreu, especialista da Associação dos Aposentados de Urussanga, a depressão afeta a qualidade de vida dos pacientes. Diferente da tristeza, um sentimento comum que todas as pessoas sentem, a depressão traz sofrimento. “Uma falta de vontade de fazer as coisas, uma falta de brilho nas coisas, e isso atrapalha a vida da pessoa. Ela perde liberdade no sentido de que ela não consegue ver o mundo de uma forma que não seja uma forma depressiva”, afirma.
A depressão pode causar alterações no apetite, gerar esquecimentos, pensamento negativo, alteração no sono e diversas mudanças. Conforme o médico, um dos principais sintomas da depressão é o humor deprimido na maior parte dos dias. “É diferente de uma tristeza fisiológica, uma tristeza normal que todo ser humano sente”, destaca. Esse humor deprimido é conhecido como avolia, caracterizado também pela falta de disposição para fazer as atividades. “Um outro critério é a anedonia, que é a falta de prazer nas coisas que antes a pessoa gostava”, acrescenta o especialista. O assunto foi abordado durante entrevista ao Ponto de Encontro. Entenda:
Parte 01
Parte 02
Os motivos que podem levar uma pessoa a desencadear a depressão são individuais. “Tem pessoas que podem desencadear, por exemplo, depois de um trauma importante, como perder uma pessoa que gostava, perder um emprego que gostava. E existem casos em que são processos um pouco mais crônicos”, explica o doutor Gabriel. Segundo o médico, a depressão é um transtorno multifatorial, como fatores genéticos e o próprio ambiente em que está, por exemplo. Ainda conforme o especialista, o estresse crônico também acaba deprimindo. “O paciente que está há muito tempo estressado, ele está por meses estressado, inevitavelmente ele vai deprimir. O estresse é uma causa importante. Privação do sono é uma outra causa muito importante”, salienta.
Sintomas físicos também podem ser observados nos pacientes diagnosticados com depressão. Sobre o tratamento da depressão, o médico explica que o uso de antidepressivos também é individual conforme cada paciente. “O médico de saúde mental vai precisar saber os potenciais efeitos colaterais da medicação, quais medicações são indicadas para os melhores perfis de pacientes”, esclarece. Conforme o doutor, o uso de antidepressivos não é igual uma receita de bolo. Medicações faixa preta, principalmente as que ajudam a dormir, são indicadas em casos pontuais por alguns meses.
Especialidades da Associação de Aposentados e Pensionistas
Além do doutor Gabriel, que atende casos da saúde mental, a associação também possui outros profissionais. De acordo com a secretária Daniele Damiani, a clínica conta com médicos na área de cardiologia, endocrinologia, neurologia, oftalmologia, geriatria, clínico geral e odontologia.
A associação possui uma mensalidade de 1% do valor do salário do aposentado. Para não aposentados, a mensalidade é de R$ 30,00. Além das consultas, a associação oferece exames e parcerias com outras clínicas. Moradores de outras cidades além de Urussanga também podem se associar. O telefone para contato é o 48 3465-2248 e o WhatsApp é 48 99801-4747.



































