Os povos indígenas estão sempre à frente quando o assunto é preservação ambiental. Para a bióloga e escritora Rafaela Schuttenberg Polanczyk, essa relação já está enraizada na própria cultura dos indígenas, que têm um relacionamento muito próximo com a natureza. “Na forma que eles levam o dia a dia mesmo, a forma que eles usam a água, a forma que eles usam o solo, a forma que eles usam a floresta, e eles sempre precisaram desse equilíbrio, assim como nós, mas eles entendem mais”, disse, acrescentando que há muita coisa para aprender com os indígenas. Além disso, a bióloga observa que o Brasil possui um potencial enorme quando o assunto é meio ambiente. “Eu acho que existe uma certa resistência e uma certa vontade de continuar fazendo as coisas como a gente sempre fez, porque sempre funcionou, sempre foi assim, mas, chega uma hora que a mudança é necessária, que a natureza não suporta mais que as coisas continuem sendo assim”, comentou.

Como especialista, Rafaela avalia que o principal desafio da nova geração é o consumo. “A gente às vezes quer ter o mais novo celular, o mais novo computador. Ou, no dia a dia, no supermercado, a quantidade de alimentos industrializados que a gente compra, porque realmente é muito prático”, citou. “Ter a consciência de que tudo isso que a gente consome, aquela famosa frase ‘não existe jogar fora’, mas isso realmente vai parar na natureza, vai parar no lixão, vai ser queimado, vai parar nas águas, vai causar uma poluição ali, e é a mesma coisa com os produtos eletrônicos”, observou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com a bióloga Rafaela no programa Ponto de Encontro. Ouça:

 

Pensando na importância desses temas, a bióloga busca conscientizar mais pessoas, principalmente crianças, através da literatura. Recentemente, Rafaela lançou o livro “O Fundo Invisível da Lagoa”, que se passa em Belo Horizonte, onde existe a Lagoa da Pampulha. Apesar de ser um ponto turístico, a lagoa é muito poluída. “Há anos e anos falam de despoluir. E aí uma menina cai nessa lagoa e ela descobre que existem sereias morando nesse ecossistema, e elas estão precisando de ajuda”, detalhou. “A minha motivação foi muito essa de querer tudo isso que a gente falou, de transformar um assunto complicado, um assunto delicado, mas que é muito importante no Brasil atualmente, muito importante no mundo, trazer todo esse peso desse assunto de forma lúdica, de uma forma que fosse fácil de ler, de absorver e divertido também”, contou. Essa é a oitava obra da escritora, que sempre busca abordar esses temas ambientais em suas escritas. É possível saber mais detalhes do recente livro CLICANDO AQUI.

819kSN7EoEL. SY425