Com o objetivo de regularizar o atendimento na Central Funerária de Criciúma, a Associação Sul Catarinense de Empresas Funerárias (Ascef) protocolou uma carta, nesta semana, junto à prefeitura. O presidente da associação, o urussanguense Rangel Quaglioto, explicou que as funerárias que atuam na central terão que finalizar os serviços prestados por conta de uma decisão judicial, desdobramento da Operação Caronte. Na carta, entregue ao prefeito Vaguinho e a secretária de Assistência Social, há o pedido para que a associação assuma os serviços dentro da Central Funerária de Criciúma após o encerramento dos atendimentos das outras empresas.

Em entrevista, Rangel explicou que tempos atrás a associação buscou a resolução do problema, antes mesmo da Operação Caronte ser desencadeada. “Não tivemos o aval, não tivemos crédito do prefeito de Criciúma, na época Clésio Salvaro”, disse. Agora, com a troca da administração municipal, a associação busca novamente se colocar à disposição para resolver o impasse. “Primeiro, com suas empresas que estão adequadas e atendem os requisitos para estarem lá. Segundo, trazendo aquilo que faltou nesse período: humanização, caráter, transparência”, comentou Rangel. “O município de Criciúma terá empresas com condições de atender, condições técnicas e condições humanas, que é o que está faltando lá em Criciúma, e a gente com certeza trará muito, mas muito mais transparência, vai trazer muito mais credibilidade do que a gente vem encontrando, ouvindo, lendo nos noticiários do que está acontecendo na cidade de Criciúma”, complementou.

Segundo Rangel, ainda há problemas nos serviços da Central Funerária, mesmo com a repercussão da Operação Caronte. “Lá a gente vinha encontrando problemas de agenciamento, aliciamento, dificuldades e a associação combateu isso. Hoje nós temos a sentença para poder fazer os atendimentos”, afirmou. O presidente da associação ainda fez um alerta para as famílias que, caso percam um ente querido, precisem passar pela Central Funerária. “Eu peço, por favor, ligue para sua empresa de confiança, empresa funerária de confiança, para que não passem problemas como estão passando várias famílias”, comentou. O assunto foi abordado em entrevista. Entenda mais detalhes:

Parte 01

 

Parte 02

 

O presidente da associação exemplificou um caso de um problema que vinha ocorrendo na Central Funerária. “Um familiar meu mora em Cocal, mas seria sepultado em Urussanga, mas ele reside em Cocal. Eu não poderia atender, teria que ser uma empresa de Cocal ou uma empresa de Criciúma. Então é quando a gente chama de lei de destino e origem, que essa lei é ilegal, é irracional e então nós entendemos que as pessoas não tinham mais livre acesso à opção de escolha de empresa funerária. A escolha de uma empresa funerária é muito particular, então elas eram obrigadas a escolher a cidade de destino que essa pessoa ia ou obrigada a adquirir uma empresa de Criciúma. E aí a gente sabe do serviço prestado, eu posso falar com bastante propriedade da qualidade do serviço prestado ruim, inclusive com valores astronômicos, onde você é obrigado a pagar aquele valor, que é o que mais preocupa”, citou.

Em um caso recente, a funerária de Rangel foi impedida de retirar um corpo da Central Funerária, no qual a família do falecido gostaria de levar para Osasco. “Eles não queriam liberar o óbito para mim porque queriam que eu preparasse lá e para preparar lá é em torno de R$ 1.200,00, R$ 1.500,00, sendo que eu tenho um laboratório, eu tenho um técnico, eu tenho um médico que trabalha com a nossa equipe, então houve uma discussão, chamamos a PM e aí sim a lei chegou e a lei foi aplicada”, contou. “Eu acredito aí que com o Vaguinho, uma nova mentalidade, sabendo do que pode acontecer, ele vai olhar com muito carinho, com muito respeito, vai aplicar aquilo que deve ser aplicado”, reforço Rangel.