Caracterizada por ser uma doença crônica, o lipedema não tem cura e é extremamente complexo. Devido a isso, muitos médicos alertam para que as pessoas fiquem atentas a supostos tratamentos ditos milagrosos, principalmente aos divulgados na Internet. “Por enquanto não existe tratamento definitivo, mas como vascular, me sinto no momento de falar sobre, porque o lipedema atinge a grande maioria das mulheres que possuem varizes e, de certa forma, ele é uma doença que pode ser confundida com obesidade, com gordura localizada e mexe com a autoestima. Então tem questões que a gente precisa alertar a população feminina para não cair, literalmente, em situações que não é o tratamento ideal”, salienta a médica angiologista Ana Paula Martins Nazário. O problema afeta mais mulheres e raramente os homens.
Conforme a especialista, sabe-se que a doença tem fatores genéticos, mas não existe apenas um gene que a define. “Existem vários genes que definem o lipedema”, explica. A doutora esclarece que uma característica comum do lipedema é ter pernas com gordura, no qual o volume não diminui mesmo que a mulher emagreça ou faça bariátrica. “Quando a gente percebe que na família alguém tem essa perna, estilo de perna, muito provavelmente que os descendentes ou os parentes próximos também terão”, reforça. “O que é importante eu ressaltar é que o lipedema tem uma ligação com a origem italiana, então na nossa região muitas mulheres vão ter o lipedema”, afirma Ana Nazário.
A alimentação pode ser um dos gatilhos no processo inflamatório do lipedema. De acordo com a angiologista, a mulher que possui o problema pode ter alguns gatilhos hormonais, como: chegada da menstruação, gestação ou inseminações artificiais, e a menopausa. “E durante as fases da nossa vida como mulher, a gente acaba tendo gatilhos em relação à alimentação, como por exemplo, o açúcar, não necessariamente algo muito doce, mas o excesso de massas e tudo mais, que envolve a gastronomia italiana de certa forma, os alimentos que a gente chama de fast food, os alimentos com muito conservantes, então são questões alimentares que podem piorar o processo inflamatório e assim deixar o lipedema cada vez mais evidente, ou seja, a mulher acaba tendo dores mais frequentemente”, pontua.
O lipedema também causa dores nas articulações, levando muitas mulheres a confundirem com sintomas de fibromialgia. “É muito importante que as mulheres que têm dores recorrentes nas pernas, com inchaço nas pernas, com aqueles roxinhos, os hematomas que surgem de forma espontânea, ficarem antenadas se isso é um grau de lipedema ou não”, comenta. A doutora Ana Nazário falou mais sobre o tema em entrevista no programa Ponto de Encontro. Ouça na íntegra:
A doutora Ana Nazário possui a Clínica Scan, referência em toda a região e com duas unidades em Cocal do Sul. Uma das novidades da clínica é o ultrassom para o lipedema.
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