As mulheres devem ficar atentas ao seu ciclo menstrual para conseguir identificar possíveis irregularidades que podem ocorrer. De acordo com a ginecologista Bianca Bez Batti De Pellegrin, há diversas causas que podem gerar mudanças no ciclo menstrual. A questão hormonal é uma das principais queixas das pacientes nos consultórios ginecológicos. Porém, há também outros motivos. “Pode ser desde uma endometriose, adenomiose, miomas uterinos, pólipos uterinos, cistos de ovários e até lesões malignas, ou seja, até cânceres ginecológicos. Então, é muito importante ficar bem atenta ao fluxo menstrual”, destaca a doutora.

Na questão hormonal, as pacientes podem identificar mudanças em períodos específicos, como próximo a menopausa, por exemplo. Conforme a ginecologista, as mudanças de humor também podem gerar alterações diretas na menstruação. “A gente tem que pensar que o nosso corpo é uma unidade, ele anda junto. Então, eu não tenho sistemas trabalhando isoladamente. Qualquer alteração que eu tenho em rotina na parte de estresse, na parte emocional, pode interferir no nosso eixo responsável pela menstruação e alterar a menstruação”, explica. A doutora complementa que há pacientes que deixam de menstruar por conta disso, assim como existem mulheres em que o fluxo fica mais intenso por causa do humor.

Bianca salienta que a mulher deve procurar um especialista assim que notar qualquer alteração menstrual. “A mulher consegue perceber que o padrão habitual dela está sofrendo alguma alteração. A partir do momento que a minha menstruação está mudando, eu tenho que entender o porquê está acontecendo essa mudança”, reforça. O assunto foi destaque em entrevista ao programa Ponto de Encontro com a doutor Bianca. Entenda mais na íntegra:

 

A ginecologista frisa que, quanto mais saudável for os hábitos de uma mulher, mais saudável é a tendência de ter um ciclo menstrual adequado. “O que a gente sempre orienta? Que a gente tenha hábitos saudáveis, alimentação, atividade física, peso adequado para, consequentemente, todas as minhas funções orgânicas também funcionarem normalmente”, comenta. Identificado o problema e regularizado os hábitos de vida, o paciente avalia junto com o ginecologista a melhor forma de tratamento. Algumas pacientes podem usar o DIU Mirena, por exemplo, e outras podem se sentirem melhor após um procedimento cirúrgico.

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